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Trovadorismo - Conceito
 

Trovadorismo - Conceito

1ª Fase da Literatura Portuguesa  (Anteclássica ou Medieval)

O período anteclássico ou medieval abrange os séculos XII, XIII, XIV e XV, envolvendo dois momentos literários: Trovadorismo (1189-1418) e Humanismo (1418-1527) (este último é considerado um momento de transição). Para o estudo dessa época costumam os historiadores tomar os gêneros em verso e em prosa separadamente. Na poesia, por exemplo, encontram-se duas fontes de lirismo bem demarcadas: a de inspiração provençal e a de inspiração espanhola (peninsular).

O lirismo provençal é proveniente de Provença (sul da França). Tendo atingido notável progresso material e intelectual na época, sua influência cultural irradiou-se, chegando até Portugal, cujas raízes históricas o prendem, quando do seu surgimento como nação, à França. Corresponde ao que se chama Trovadorismo.

Localização Histórica

O povo português pertence à raça latina e é da família indogermânica. Sua terra é a orla ocidental da Península Hispânica, palco de invasões sucessivas pelos séculos afora.

Abstração feita às tribos primitivas que aí habitavam, o primeiro povo de que temos notícia são os iberos, também fixados na Gália. Um outro povo, da família indo-europeia ou ariana aparece mais tarde: os celtas. Da fusão desses dois povos, nasce a raça híbrida, a celtibera. Fenícios e gregos, dois mil anos antes de Cristo, fundam colônias no litoral lusitano e, durante sete a oito séculos, os gregos dominam a região. Os romanos aparecem na Península Ibérica no século III a. C., só terminando a conquista pelos fins do século I. Com a decadência do Império Romano, os bárbaros conquistam a Península, e os suevos fixam-se na Galícia e na Lusitânia; só mais tarde aparecem os visigodos. O território ibérico, no século VIII, passou às mãos dos árabes, que, terríveis na conquista e pregação do maometanismo, haviam atravessado o Gibraltar, comandados por Tárique.

Foi durante a dominação árabe que os cristãos organizaram as cruzadas. Seguiu para a Lusitânia, com a finalidade de livrá-la das mãos dos mouros, o Conde Dom Henrique, tronco dos reis portugueses; partira de França com cavaleiros, pondo suas armas a serviço de Afonso VI, rei de Leão e de Castela. Tantos serviços prestou à religião e à coroa, que recebeu do rei sua filha D. Teresa, como esposa, e a província ou país de Portugal para administrar.

Afonso Henriques é o primogênito desse consórcio. Morto Afonso VI, os mouros tomaram Lisboa, enquanto o Conde D. Henrique conquistou a cidade de Cintra. Enquanto há revoluções em Espanha, por ocasião da morte do rei de Castela, Portugal vai-se fortificando. Mouros são vencidos e o Conde D. Henrique, sábio administrador e grande guerreiro, recebe o nome de "O Bom".

Morto o Conde, D. Teresa pretendeu casar-se com D. Fernando Perez, mas seu filho, Afonso-Henriques, se opôs. Luta, então, contra a mãe, derrota-a e mais ao exército de D. Afonso VII, de Leão e Castela.

Obtida a vitória, está assegurado o trono de Portugal, que fica independente em 1143, quando, na Conferência de Samora, Espanha reconhece Afonso-Henriques como rei.

Afonso-Henriques é, pois, o fundador da Monarquia Portuguesa. Morreu com setenta e quatro anos, reinou quarenta e seis. Subiu ao trono seu filho D. Sancho I.

 


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