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Viva Cazuza
 

Viva Cazuza

Lucinha Araújo, mãe de Cazuza, conta ao 10emtudo um pouco da vida desse grande músico.

Meu filho sempre me ensinou muito mais do que tentei ensinar a ele. Desde garoto, era indisciplinado, sim. Mas fazia isso como uma espécie de provocação, coisa de filho pra mãe, que era "a rainha da disciplina".

Quando parou de estudar, o pai concordou, mas fez uma ressalva:" Você agora vai ter que trabalhar".

Cazuza foi assistente de Scarlet Moon no 1º Departamento de Imprensa da gravadora Som Livre. Escrevia "releases" dos artistas da empresa e dava duro mesmo. De um dia para o outro passou a acompanhar os contratados para divulgá-los junto à imprensa e programas de televisão. Disciplinou-se, médio. No final de 79 apaixonou-se pela fotografia e resolveu fazer um curso na Berkeley University em São Francisco, Estados Unidos.

Um ano depois, de volta ao Brasil, já desinteressado, começou a frequentar um curso de teatro no Circo Voador.

Foi depois que assisti a este grupo do qual ele participava, que aprendi a 1ª lição de vida que ele me deu. "Mãe, você só pode ser feliz quando faz aquilo que gosta". Disciplinas à parte.

Daí todos os dias eram uma surpresa: "Mãe, agora sou um cantor de rock, e entrei para um grupo chamado Barão Vermelho. Canto e escrevo as letras". E o resto todo o Brasil sabe. Mas juro, ele continua me ensinando

BIOGRAFIA - Eterno Moleque

Em 4 de abril de 1958 nasceu Agenor de Miranda Araújo Neto, que antes mesmo de vir ao mundo ganhou o apelido de Cazuza. Esse apelido, de origens nordestinas, assim como a família do cantor, significa "molequinho" e não poderia ser mais apropriado. Muitas das inúmeras qualidades desse poeta eram extremamente relacionadas a um espírito de criança, um espírito contestador e alegre. Sua mãe, Lúcia Araújo, foi sua primeira influência musical e seu pai, João Araújo, foi quem o colocou em contato direto com o mundo da música. Por ser presidente da gravadora Som Livre, João Araújo estava sempre cercado de artistas. Isso fez com que Cazuza se visse no meio de figuras de grande influência na MPB e, posteriormente, ao descobrir Janis Joplin, consumasse seu fascínio pelo blues e pelo rock and roll.

A falta de talento matemático fez com que Cazuza desistisse da arquitetura, seu sonho de criança, e o levou a fazer vestibular para Comunicação. Três semanas após iniciar o curso, Cazuza largou a faculdade e foi trabalhar para o pai, na Som Livre. Após algum tempo resolveu ir para a Califórnia estudar fotografia e dança e, em 1981, retornou ao Brasil, entrando para o teatro de Perfeito Fortuna, idealizador do Circo Voador, no Rio de Janeiro. Durante uma de suas apresentações foi procurado pelo cantor Léo Jaime, que o convidou para ser vocalista da banda que viria a ser o Barão Vermelho.

Em 1982, após certa resistência de João Araújo, o Barão Vermelho lançou seu primeiro álbum, que, apesar das boas críticas, não teve grande sucesso. O sucesso começou a vir com o segundo álbum, Barão Vermelho 2, quando outros artistas, como Ney Matogrosso e Caetano Veloso, interpretaram músicas do Barão, reconhecendo assim o valor musical da banda. A partir daí o Barão Vermelho só encontrou sucessos e no auge desse sucesso foi que Cazuza resolveu partir para a carreira solo.

Durante essa nova fase de Cazuza é que é lançada a música que viria a ser seu cartão de visitas. "Exagerado" foi um sucesso absoluto e Cazuza se firmou cada vez mais como poeta e músico. A fase mais "roqueira" foi sucedida por uma fase mais romântica, marcada por belíssimas composições que passaram a fazer parte essencial da MPB. Foi durante essa fase que Cazuza enfrentou um drama de proporções muito maiores do que aqueles descritos em suas composições.

Vítima da AIDS, Cazuza não deixou de trabalhar e a cada dia que passava continuava firme na sua luta pela vida, inspirando e emocionando todos à sua volta. O que ficou, além do grande poeta, além da bela figura, foi uma lição de vida. Cazuza se imortalizou não só pelas suas virtudes de artista, mas também pela sua admirável vontade de viver. Teve a coragem de enfrentar sua maior guerra com um amável sorriso no rosto. Não se deixou vencer e continuou moleque, continuou Cazuza até o fim.

 


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