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Invasão ao Iraque
 

Invasão ao Iraque

Este e outros artigos publicados no 10emtudo foram escritos por professores e contribuintes. Os artigos são publicados em razão de seu valor intelectual e informativo. Contudo, as ideias expressadas neste artigo não necessariamente refletem as opiniões dos editores do portal.

Os principais personagens deste conflito - as pessoas que você verá na televisão.

George W. Bush

George W. Bush é o atual presidente dos Estados Unidos. Após o ataque de 11 de setembro de 2001, o presidente Bush declarou guerra ao terrorismo mundial. Com o objetivo de capturar os responsáveis pelo atentado em Nova Iorque, os Estados Unidos declararam guerra contra o Afeganistão enviaram tropas ao país para destruírem grupos terroristas e derrubar o governo pró-Talibã que os encobria. Desde sua eleição, Bush declara que os Estados Unidos e seus aliados não permitirão que o Iraque mantenha ou desenvolva armas de destruição em massa. Bush mandou diversos avisos ao governo de Saddam Hussein, deixando claro que os Estados Unidos não hesitariam em fazer uso da força militar para garantir que o Iraque cumprisse as resoluções das Nações Unidas que proíbem o país de manter poderosos armamentos bélicos.

Colin Powell

Colin Powell (1937- ) é o atual Secretário de Estado dos Estados Unidos e um dos principais conselheiro do presidente Bush. Powell foi general e comandante das forças armadas americanas durante a Guerra do Golfo em 1991. Foi ele quem comunicou ao Conselho de Segurança da ONU sobre a posição americana em relação ao Iraque.

Tony Blair

Tony Blair é o primeiro-ministro britânico e o maior aliado do presidente americano George W. Bush. Tony Blair declarou: "não tenho dúvidas de que a ameaça é grave e permanente, que Saddam Hussein progrediu na produção de armas de destruição em massa, e que ele precisa ser impedido".

Jacques Chirac

Jacques Chirac é o atual presidente da França. Chirac foi primeiro-ministro da França de 1974 a 1976 e de 1986 a 1988. Ele foi eleito presidente da França em 1995 e reeleito em 2002. Nesse conflito Chirac tomou uma posição extremamente antiamericana.

Putin

Vladimir Putin, (1952-) o atual presidente da Rússia, tendo sido eleito no ano 2000. Ele é o segundo presidente a ser democraticamente eleito na Rússia. Putin não está apoiando os Estados Unidos neste conflito militar contra o Iraque.

Saddam Hussein

Presidente do Iraque desde 1979, Saddam Hussein vem dominando o país de uma forma ditatorial. Iraquianos que fugiram do país dizem que Saddam torturou, aprisionou e matou aqueles que discordavam com suas ideias. Os Estados Unidos acreditam que o Iraque vem mantendo em segredo armas de destruição em massa.

Kofi Annan

Kofi Annan, o Secretário Geral das Nações Unidas (ONU), não se mostrou favorável à campanha militar dos Estados Unidos contra o Iraque.

Donald Rumsfeld

Donald Rumsfeld é o Secretário de Defesa dos Estados Unidos. Rumsfeld é responsável pelas forças armadas e decisões militares dos Estados Unidos e vem liderando a guerra contra o terrorismo. Rumsfeld apoia o uso de força para desarmar o Iraque.

Tariq Aziz

Tariq Aziz é o vice-Primeiro Ministro iraquiano e porta-voz de seu país. Aziz nega que o Iraque esteja escondendo armas de destruição em massa, e afirma que a guerra dos Estados Unidos contra o Iraque é um crime contra a humanidade.

Invasão ao Iraque: a História do Conflito

Para formar uma opinião em relação à invasão ao Iraque, é necessário conhecer um pouco da história do país nessas ultimas décadas, que coloca em contexto o atual conflito.

Saddam Hussein tornou-se presidente do Iraque em 1979, e matou todos os rivais de seu próprio partido. A partir de então ele tornou-se ditador absoluto do Iraque. Desde que assumiu o poder, Saddam Hussein envolveu seu país em diversas ações militares.

Em 1980 teve início a Guerra Irã-Iraque, que durou até 1988. Naquela época, os Estados Unidos apoiavam o Iraque; ironicamente, os americanos forneceram armamentos ao governo de Saddam Hussein.

No ano seguinte, em 1981, o serviço secreto israelense recebeu informações que confirmavam a intenção iraquiana de produzir armas nucleares nas instalações de Osirak. Israel então preparou um ataque aéreo contra essas instalações nucleares. A operação foi um sucesso e os aviões israelenses atingiram perfeitamente seu alvo. Na época, o mundo condenou as atitudes de Israel.

Em 1988, no mesmo ano em que a Guerra Irã-Iraque chegou ao fim, Saddam Hussein mostrou ao mundo que não hesitaria em usar armas químicas. O Iraque usou armas químicas para atacar os curdos, uma minoria que vive no norte do país, matando 5 mil pessoas. Por esse motivo, os Estados Unidos contam hoje com o apoio dos curdos na luta contra o ditador iraquiano.

No dia 2 de agosto de 1990, o Iraque invadiu seu vizinho Kuwait, um país rico em petróleo. As Nações Unidas exigiram a retirada dos iraquianos, mas a ordem foi ignorada. A ONU lançou sanções econômicas contra o Iraque e líderes do Kuwait fugiram para os Estados Unidos em busca de ajuda.

Em janeiro de 1991 teve início a Guerra do Golfo. Os Estados Unidos e seus aliados bombardearam o Iraque, e em fevereiro, enviaram tropas terrestres para libertar o Kuwait do domínio iraquiano. Ao perder a guerra, o Iraque declarou que iria encerrar o desenvolvimento de armas de destruição em massa e concordou em permitir a entrada dos inspetores da ONU no país para verificar se o acordo estava sendo cumprido.


Guerra do Kuwait

Atualmente, o Kuwait é um dos maiores aliados dos Estados Unidos, abrigando dezenas de milhares de tropas norte-americanas em seu território.

Em 1995, a ONU iniciou o programa "comida por petróleo" com o Iraque, para que o país pudesse comprar alimentos e medicamentos utilizando o lucro obtido com a venda de petróleo, e assim, melhorar a condição de vida de sua população.

Por sucessivas vezes, a partir de dezembro de 1998, o Iraque recusou a autorizar inspeções da ONU.

Após os ataques terroristas de 11 de setembro às Torres Gêmeas e ao Pentágono, que causaram danos imensuráveis, Saddam Hussein declarou publicamente seu apoio a Osama Bin Laden e disse estar feliz com a morte de tantos americanos. O líder iraquiano apoia e financia o terrorismo. Após os atentados, o presidente americano George W. Bush prometeu a seu povo e ao mundo que enfrentaria o terrorismo em qualquer parte do mundo, mencionando o ditador iraquiano diversas vezes.

Em setembro de 2002, o presidente Bush declarou às Nações Unidas que Saddam Hussein representava uma grande ameaça ao mundo, e que se a Organização não agisse, os Estados Unidos tomariam uma atitude, ainda que sozinhos.

Um mês depois, em outubro, Saddam Hussein autorizou a volta dos inspetores de armas da ONU ao país. Durante os meses seguintes, os inspetores deram início às pesquisas no Iraque. Depois de vencido o prazo para permanência, os inspetores alegaram precisar de mais tempo.

Entretanto, os serviços secretos americanos e britânicos afirmam terem provas suficientes de que Saddam desenvolve armas de destruição em massa, e apresentaram estas provas para outros países que insistiram que as evidências eram insuficientes.

As Nações Unidas se posicionaram contra a ação militar, enquanto o presidente Bush e o primeiro ministro britânico Tony Blair continuaram a alertar o mundo sobre Saddam Hussein.

Após meses de tentativas, os Estados Unidos finalmente desistiram de trabalhar junto à ONU para encontrar uma saída diplomática para os problemas. Bush estabeleceu um prazo até o dia 17 de março para que os membros do Conselho de Segurança da Organização concordassem com as ações contra o Iraque. Porém, o presidente americano deixou claro que a guerra começaria logo, com ou sem a aprovação do Conselho.

No dia 17 de março de 2003, Bush ofereceu a Saddam e sua família um prazo de 48 horas para deixarem o país e evitar a guerra. Com a recusa de Saddam, restou ao mundo a contagem regressiva para o início do conflito. Em 19 de março, Bush assinou uma declaração de guerra, e no final do mesmo dia, as forças americanas iniciaram a invasão ao Iraque. Os iraquianos revidaram imediatamente lançando mísseis contra o Kuwait, onde tropas americanas estão abrigadas.

Invasão ao Iraque - Opiniões divergentes

A decisão americana de declarar guerra contra o Iraque deve-se ao fato de os Estados Unidos acreditarem que Saddam Hussein desenvolve secretamente armas de destruição em massa. A história já mostrou que Saddam Hussein não pensa duas vezes antes de usar armas poderosas quando tem acesso a elas. O governo americano acredita que o Iraque está trabalhando na produção de uma bomba atômica, que poderia ser uma extrema ameaça ao mundo. Uma bomba atômica modifica a política mundial, concedendo ao Iraque e seu líder um poder imensurável. Não há garantias de que o ditador iraquiano deixaria de usar a bomba. Com uma arma deste porte, o ditador poderia ameaçar o mundo inteiro, e é por isso que o principal objetivo de Bush é desarmar o Iraque.

George W. Bush acredita que é necessária uma mudança na liderança do Iraque. O país está sob domínio de um ditador; Bush afirma que os Estados Unidos vencerão esta guerra e que seus aliados o ajudarão a criar um regime verdadeiramente democrático no país.

Porém, o Iraque nega possuir tais armas e alega que uma guerra contra seu país é um crime contra a humanidade. Os iraquianos não querem o conflito, mas afirmam que vão retaliar com toda sua força e em qualquer lugar do mundo.

No meio do conflito está a ONU, que prefere continuar utilizando a diplomacia para resolver a situação. Em 1991, as Nações Unidas adotaram sanções contra o Iraque e após o fim da guerra, enviaram inspetores para confirmar de que o país não mantinha armas de destruição em massa. Contudo, os inspetores foram expulsos da região em 1998, violando o acordo com a Organização. Alguns meses atrás, os inspetores puderam retornar ao Iraque, mas pediram um prazo maior para concluírem seus estudos. Os Estados Unidos e Grã-Bretanha acreditam que os inspetores tiveram tempo suficiente para realizar seu trabalho e que, ao lidar com um ditador como Saddam Hussein, a única chance de conquistar a paz mundial é por meio da força. Alguns países são contra a guerra e alegam que era preciso conceder mais tempo aos oficiais das Nações Unidas.

Para que os Estados Unidos e Grã-Bretanha atacassem o Iraque com o apoio da ONU, eles precisariam conquistar 9 votos (contando com seus 2 próprios votos), dentre os 15 membros do Conselho de Segurança, o órgão das Nações Unidas responsável por manter a paz e segurança internacional. O Conselho é composto por 5 membros permanentes (China, França, Rússia, Grã-Bretanha e Estados Unidos) e 10 membros variáveis. Os três outros membros permanentes (China, França e Rússia) são contra a ação militar e tem poder de vetar a guerra, mesmo que a Grã-Bretanha e Estados Unidos conquistem os 9 votos. Com a forte oposição da França e tendo Rússia e China contra a guerra, não fazia sentido aos britânicos e norte-americanos esperarem por uma resposta positiva, que já era claro que nunca obteriam.


Inspetores da ONU

Sendo assim, os Estados Unidos e a Grã-Bretanha declararam guerra sem o aval das Nações Unidas. Ao mesmo tempo, pessoas e países ao redor do mundo estão divididos em relação a suas posições. Alguns são contra Saddam Hussein e a tudo que ele representa, mas não acreditam que uma guerra seja a resposta. Outros temem as ações que o ditador iraquiano poderá tomar se não for impedido. Por fim, há aqueles que acreditam que Saddam Hussein deve ser deixado de lado. Muitos países árabes temem que a guerra venha a desestabilizar a região.

A Posição dos Países

Os Países Contra a Guerra

O ataque americano ao Iraque vem gerando diferentes reações ao redor do mundo. Os membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU, Rússia, França e China foram os primeiros a condenar o início do conflito armado, afirmando ser uma violação da lei internacional.

A China pediu uma interrupção imediata das ações militares para que a crise seja resolvida pacificamente, enquanto o líder russo Vladimir Putin declarou-se firmemente contra o ataque.

A França, o país que mais se opõe à guerra, pediu para que o conflito seja encerrado o mais rápido possível, lamentando que a decisão de atacar o Iraque tenha sido tomada sem aprovação da ONU.

A Alemanha declarou sua oposição à guerra e os países do Oriente Médio afirmam temer os impactos que o conflito poderá trazer à região. Líderes da Malásia e muçulmanos asiáticos também condenam as hostilidades e acreditam que os Estados Unidos vão pagar caro por sua decisão de atacar o Iraque.

No Brasil, o presidente Lula alegou ser a favor da paz.

Comentário sobre a posição da França

A França tomou uma atitude que vai muito além de uma simples oposição à guerra. Alguns países alegaram que são contra a guerra porque apoiam o uso da diplomacia para resolver a questão. Entretanto, a França fez um esforço a mais, tentando organizar uma coalizão mundial contra os Estados Unidos. O presidente Jacques Chirac não somente foi à televisão para condenar a guerra, mas também enviou seu Ministro das Relações Exteriores para a África, com o propósito de convencer três membros do Conselho de Segurança a votar contra os Estados Unidos e assegurar a derrota americana na ONU.

Uma das principais razões pelas quais a França, Rússia e outros países condenam o conflito com o Iraque é econômica. O Iraque deve uma quantia imensa em empréstimos a esses países. Com a guerra, esses países perderiam as esperanças de rever esse dinheiro em um futuro próximo, e possivelmente nunca receberia esse dinheiro de volta. Mas a França, Rússia e outros países nessa situação alegam à imprensa que o motivo que se opõem à guerra é por questões humanitárias já que milhares de iraquianos inocentes morrerão como resultado da ação militar.

Contudo, analistas afirmam que as razões pela posição antiamericana da França vão muito além de motivos econômicos e humanitários. Nesse conflito, a França vê uma oportunidade de voltar à cena geopolítica. O país já foi uma superpotência geopolítica, mas não vem tendo um papel de grande importância na política internacional desde a Segunda Guerra Mundial. Em 1991, após o Iraque invadir o Kuwait, a França apoiou a campanha militar contra o governo de Saddam Hussein. Alguns analistas acreditam que, 12 anos depois, os franceses se opõem à guerra não para proteger o Iraque, mas para combater a liderança política dos Estados Unidos.

Entretanto, a França está "brincando com fogo". Os Estados Unidos já prometeram retaliações econômicas contra a França assim que a guerra acabar. Se os americanos deixarem de comprar produtos franceses, isto significaria uma queda de dezenas de bilhões de dólares na renda da França.

Os Países a Favor da Guerra

Os Estados Unidos receberam o apoio da Grã-Bretanha, um aliado indispensável, e da Austrália, Espanha, Japão e Filipinas. A Grã-Bretanha e Austrália enviaram tropas para combater ao lado dos americanos.

O primeiro-ministro japonês Junichiro Koizumi afirmou que compreende a apoia o uso de força pelos Estados Unidos.

O presidente sul-coreano Roh Moo-hyun disse que ofereceria apoio e tropas de paz após o fim do combate.

Muitos países vizinhos do Iraque apoiam as ações americanas. Países como o Kuwait, Qatar e Omã estão ajudando a abrigar tropas e navios das forças aliados. A Síria não fez qualquer declaração contra a guerra, e o Irã não apoia os Estados Unidos, apesar de desejar ver Saddam Hussein fora do poder.

Israel é o maior aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio e apoia a decisão do presidente Bush. Os israelenses se preparam para um possível ataque iraquiano contra seu Estado já que em 1991, os iraquianos lançaram 39 mísseis contra o país.

Outros países, tais como a Arábia Saudita, não tomaram partido no conflito.

O Conflito

Os Estados Unidos vem há meses se preparando para uma guerra contra o Iraque. Por volta de 300.000 tropas americanas e 40.000 tropas britânicas foram enviadas para a região do Golfo Pérsico. Equipamentos e armamentos bélicos também foram enviados para a região.

Na noite de quarta-feira, 19 de março de 2003, o presidente norte-americano George W. Bush anunciou o início dos ataques contra o Iraque. A capital iraquiana, Bagdá, foi bombardeada e mísseis foram lançados com o objetivo de atingir o Saddam Hussein e os principais líderes iraquianos. Bush também ordenou que 200.000 soldados começassem a invadir o Iraque a partir da fronteira sudeste do país.


Cidade de Bagdá

A resposta iraquiana veio com o lançamento de mísseis contra o Kuwait, onde estão diversas tropas americanas. Entretanto, os mísseis não atingiram seu alvo. Algumas horas depois, Saddam Hussein foi à televisão iraquiana, vestido de uniforme do exército, e ordenando seu povo a enfrentar as forças americanas.

Enquanto isso, os Estados Unidos estão em estado de alerta, tomando todas as precauções necessárias contra possíveis atentados terroristas. Saddam Hussein já declarou que atacará qualquer lugar do mundo que ele julgar necessário.

As previsões sobre a duração da guerra são variáveis. De acordo com o presidente Bush, a guerra somente acabará quando forem destruídas as armas ilegais iraquianas e quando Saddam Hussein for deposto e seu governo substituído por um regime democrático.

 


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