Desenvolvido por Miss Lily Comunicação
Quem Somos Assine Já Fale Conosco FAQ Meus Dados Fazer Login
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Delicious Blogger WordPress Enviar por e-mail
  Home

 
Daniel Pearl
 

Daniel Pearl

O Assassinato de um Jornalista

Fevereiro 2002

Daniel Pearl

Daniel Pearl, um repórter norte-americano do jornal Wall Street Journal foi capturado no Paquistão um mês atrás e morto por seus sequestradores. Uma fita de vídeo entregue a oficiais paquistaneses e agora em posse do Serviço de Inteligência Americano fornece provas claras, retratando imagens gráficas de seu assassinato. Oficiais do governo do Paquistão declararam que ele foi brutalmente massacrado e teve a sua garganta cortada.

Daniel Pearl, de 38 anos, foi secretário-chefe do Wall Street Journal no Sul da Ásia por dois anos. Sua morte, um ato covarde de barbarismo, é parte de uma campanha de terrorismo que vem sendo espalhada por fundamentalistas islâmicos no Paquistão. Os fundamentalistas objetivam provocar o presidente do país, Pervez Musharraf, que declarou sua oposição ao regime Talibã e a outros extremistas muçulmanos no seu país e no Afeganistão.

Os terroristas também têm a intenção de atacar os Estados Unidos, o mundo ocidental como um todo e Israel. Logo após o sequestro ocorrido em 23 de janeiro, os terroristas começaram a se comunicar através de e-mail. Primeiramente, acusaram Pearl de ser agente da C.I.A. - a agência internacional de inteligência norte-americana. Em seguida, os terroristas afirmaram que Pearl, que era judeu, trabalhava para o Mossad - o serviço secreto de Israel.

Oficiais norte-americanos pretendem solicitar ao Paquistão a extradição do principal suspeito no sequestro do jornalista. Ele se chama Ahmed Omar Sheikh - um militar islâmico nascido na Grã-Bretanha que afirmou a um júri paquistanês que estava envolvido no crime.

Após a confirmação da morte do jornalista norte-americano, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, lançou um comunicado expressando suas condolências à família do jornalista. "Aqueles que ameaçam os americanos, aqueles que se comprometem com atos criminosos e bárbaros, precisam saber que tais crimes apenas ferem sua causa e fortalecem a intenção dos Estados Unidos da América de proteger o mundo destes agentes do terror", disse o presidente.

Pearl estava no Paquistão investigando o caso de Richard C. Reid, que havia sido acusado de tentar explodir um avião, que partia de Paris a Miami, com explosivos escondidos em seu sapato. Reid, um cidadão britânico, havia estudado a religião islâmica no Paquistão, tendo sido ensinado por um homem chamado Sheik Gilani. Daniel Pearl tentava encontrar-se com Gilani e foi levado a um restaurante chamado "The Village", onde aparentemente foi sequestrado pelos terroristas. Ahmes Omar Sheikh admitiu ter ajudado no planejamento do sequestro de Daniel Pearl, sugerindo aos terroristas que garantissem ao jornalista uma entrevista com Sheik Gilani.

Três dias após Daniel Pearl não ter retornado de sua suposta entrevista, organizações paquistanesas e ocidentais começaram a receber mensagens via e-mail com imagens mostrando o jornalista com uma arma apontada à sua cabeça. Em 30 de janeiro uma nova mensagem chegou, ameaçando que Pearl seria morto caso seus sequestradores não tivessem suas exigências atendidas em menos de 24 horas. Eles exigiam a libertação de todos os terroristas paquistaneses presos pelos Estados Unidos.

Nenhuma outra mensagem autenticada pelos terroristas foi recebida até que a chocante fita de vídeo fosse entregue a oficiais paquistaneses. A fita revela as últimas palavras de Daniel Pearl: uma afirmação forçada de sua identidade. "Eu sou judeu. Meu pai é judeu", declarou. A faca dos terroristas apunhala sua garganta. Ele é mostrado no chão, ferido e então, sua cabeça, separada de seu corpo, é balançada à frente das câmeras.

Enlutados por Daniel Pearl estão sua esposa Mariane, que está grávida do primeiro filho do casal, seu pai Judea que é professor de ciência da computação na Universidade da Califórnia, em Los Angeles, sua mãe e duas irmãs. A família publicou uma nota afirmando, "nós estávamos certos de que Danny retornaria a salvo, já que acreditávamos que nenhum ser humano seria capaz de machucar uma alma tão bondosa". Editores do Wall Street Journal anunciaram que os colegas de Pearl estão com o coração partido pela perda de um grande amigo e excelente profissional.

Oficiais norte-americanos vêm tratando com oficiais do Paquistão sobre a extradição dos sequestradores para os Estados Unidos para que sejam julgados. A lei norte-americana considera o sequestro e assassinato de Daniel Pearl um crime passivo de pena de morte. Mas os oficiais norte-americanos admitem que o governo paquistanês vem sendo relutante em concordar com o pedido de extradição.

Após a morte de Pearl, sua esposa Mariane fez a seguinte declaração pública: "Os terroristas que dizem ter matado meu marido podem ter tirado sua vida, mas não seu espírito". Seu filho, ela disse, um dia tomará conhecimento de como seu pai foi morto - lutando contra o terrorismo de sua própria maneira.

Uma Análise do Crime

O horrível crime contra Daniel Pearl representa mais que um assassinato covarde e brutal. A morte do jornalista norte-americano por fundamentalistas islâmicos é uma afronta ao governo dos Estados Unidos, de Israel e do Paquistão.

O presidente paquistanês Pervez Musharraf é odiado por muitos em seu país por se aliar aos Estados Unidos na guerra contra o terror islâmico. Quando esteve na América, Musharraf sugeriu que o sequestro fazia parte de uma tentativa de sabotar seu governo, especialmente após sua recente decisão de combater militantes islâmicos e regularizar o que é ensinado nas escolas islâmicas de seu país. "A minoria extremista precisa perceber que o Paquistão não é responsável pela expansão da jihad (guerra santa) no mundo", declarou o presidente.

"Todo o governo está em depressão por causa [do sequestro]" declarou Jameel Yusuf, um investigador paquistanês. A polícia do país é notória por usar força física para extrair confissões. Mas durante o sequestro, temiam que se fossem muito violentos com os suspeitos, Daniel Pearl poderia ser morto por vingança. Agora que a morte do jornalista foi confirmada, investigadores paquistaneses usarão todos os métodos necessários para capturarem os culpados. Ainda assim, não será fácil encontrá-los, admite o investigador.

O assassinato faz parte de uma grande trama contra alvos norte-americanos no Paquistão, além de ter sido um crime contra Israel, já que os terroristas obrigaram Daniel Pearl a declarar "Eu sou judeu. Meu pai é judeu". A família de Daniel Pearl era de Israel, principal aliado dos Estados Unidos no Oriente Médio. Fundamentalistas islâmicos menosprezam a existência de Israel - um estado moderno e democrático, que consideram um intruso Ocidental no meio de uma região tradicionalmente muçulmana.

A esposa de Pearl revelou que seu marido estava próximo de desvendar a existência de uma organização terrorista islâmica poderosa e de grande escala. O assassinato de Daniel Pearl é uma lembrança de que, apesar da aparente vitória norte-americana sobre o regime Talibã no Afeganistão, a guerra contra o terrorismo internacional apenas começou.

 


Ver Próximo Artigo: Guerra da Chechênia
 
Ver Artigo Anterior: Conflitos na Índia
 
Apostilas


 

Banco de Questões
Novas questões de Exatas
87 de Física, 334 de Química e 330 de Matemática