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Bullying
 

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Geralmente não há cicatrizes nem hematomas revelando  maus-tratos, mas mesmo assim, crianças e jovens são agredidos e humilhados. Por quê? Em alguns casos, porque são alunos exemplares e bem-comportados. Em outros, porque se vestem de forma diferente ou fazem parte de uma minoria cultural, religiosa ou racial. Mas, na maioria das vezes, por nenhum motivo especial. Nas escolas do Brasil e do restante do mundo, muitas crianças e adolescentes são vítimas de bullying.

O bullying, palavra derivada do inglês (“bully” é o termo usado para designar pessoas intimidadoras e agressivas), significa recorrer à superioridade física ou mental a fim de intimidar alguém. O termo, já adotado no Brasil, define tipos de comportamento agressivo e intencional: ofender, humilhar, discriminar, excluir, assediar, dominar, tiranizar, perseguir, aterrorizar, etc.

O bully é aquele que abusa dos mais fracos, o aluno que aterroriza os colegas. Um bully pode ser menino ou menina e pode ser criança, adolescente e, em alguns casos, adulto. O bully, quase nunca, tem bom desempenho escolar: comporta-se mal, desrespeita professores e menospreza bons alunos.   Contudo, às vezes, ele é justamente o bom aluno, o atleta, a menina mais bonita da escola que inferioriza os outros e faz uso de seu poder para intimidá-los. Há muitos tipos de bullies e diversas formas de bullying.

Alguns alunos são vítimas dessa prática todos os dias. São intimidados, humilhados publicamente e agredidos verbalmente. Alguns chegam até a ser espancados. Há casos em que a agressão ocorre de forma passiva: quando um aluno, apenas por ser diferente, é excluído ou rejeitado pelos demais, sendo ignorado a tal ponto que passa a se sentir inferior aos outros.

Desde que existem escolas, há o fenômeno de bullying.  Enfrentar vilões no colégio parece fazer parte da vida de quase todos os estudantes e,  de fato, muitos livros e filmes abordam o assunto. Mas isso não justifica sua existência. O fato de um problema ser tão antigo e tão comum não o torna aceitável.

O fenômeno de bullying ocorre tanto em escolas públicas quanto em particulares, em todo o mundo. Trata-se de  de um fenômeno grave, que vem sendo mais discutido não apenas nos Estados Unidos, mas no Brasil também. Estudos demonstram que é muito mais prejudicial do que se imaginava e tem efeitos profundamente negativos, resultando em danos psicológicos que afetam suas vítimas por muitos anos e, às vezes, pelo restante da vida. Crianças e jovens que sofrem suas consequências podem desenvolver baixa autoestima, depressão e sentimentos de ódio, além de ter mau desempenho acadêmico. Muitos jovens evitam ir à escola para não ter de enfrentar bullies, pois não aguentam as constantes intimidações e humilhações. Em alguns casos, jovens que são incessantemente humilhados se tornam violentos ou até mesmo suicidas. E mesmo aqueles que não são vítimas de bullying, mas que apenas presenciam os atos de agressão, são afetados psicológica e emocionalmente.

O que leva alguém a ser um bully?

Quem é responsável pela existência de bullies no mundo? Alguns pesquisadores atribuem a culpa à televisão ou às profundas dificuldades no convívio social apresentadas por muitas crianças e jovens. Segundo alguns especialistas, o bullying representa uma manifestação de falta de empatia. Existe, porém, uma certeza: o bully não é, por definição, uma pessoa que sofre de baixa autoestima e que agride os outros para se sentir melhor consigo mesma. Pesquisas recentes revelam que muitos deles têm ótima autoestima e acreditam ser superiores aos outros. Além disso, são pessoas desprovidas de sentimentos de compaixão e não conseguem conviver bem com os outros.

Não se encontrou nenhuma ligação entre o fenômeno de bullying e alguma característica cultural, religiosa ou social. Há bullies de ambos os sexos. A diferença é que a menina em geral humilha os outros verbalmente, enquanto o menino também emprega violência física contra suas vítimas.

Apesar de haver muitos tipos de bullies, todos compartilham alguns comportamentos. Os bullies dominam e culpam outras pessoas ou se aproveitam delas. Eles nutrem desprezo pelos mais fracos e sentem  prazer com os próprios atos de crueldade. Às vezes, o bullying funciona como “válvula de escape”, isto é, como forma de um bully expressar o ódio que sente: em vez de socar um travesseiro quando está com raiva, machuca outros seres humanos. Muitos se consideram “caçadores”: as vítimas são a “caça”. Os bullies adoram receber atenção; não sentem empatia pelos demais e geralmente não pensam nas consequências de seus atos nem aceitam responsabilidade por elas. 

Ninguém ao nascer é um bully, mas há fatores genéticos que devem ser levados em conta.  Afinal, algumas crianças são, por natureza, mais agressivas e impulsivas: desde a mais tenra infância, gostam de controlar e dominar os outros.  Muitas das que se tornam bullies são aquelas que não sabem se relacionar bem com os outros. O comportamento se transforma, então, na forma de elas lidarem com os próprios sentimentos de raiva, frustração e agressão.

Sabe-se que o tipo de educação recebida em casa pode resultar na  formação de um bully. Diferentes tipos de bullies originam-se de tipos diferentes de lares. Susan Coloraso, autora e estudiosa desse fenômeno, identifica sete tipos. Há o hiperativo, que não entende ou não aceita as convenções sociais e age de modo impróprio. Há um tipo de bully que não dá a impressão de sê-lo, pois é simpático com todos, exceto com suas vítimas. Há o bully social, que tem baixa autoestima e  tenta ser socialmente aceito ao manipular os outros por meio de fofocas, maldades e mentiras. Há também aquele que é vítima de bullying. Este abusa dos outros para tentar aliviar a própria dor, pois ao maltratar outras pessoas, sente que não é o único a ser humilhado.

De fato, muitos bullies são vítimas de outros. De acordo com o Dr. Peter Sheras, esse número chega a 40%, seja na escola, seja no lar. Segundo pesquisas feitas pelo Dr. Nataniel Floyd, quem é vítima no próprio lar tem mais chances de  se tornar um bully na escola. O motivo disso é que uma vítima de maus-tratos se deixa perturbar ao ver pessoas que aparentam ser fracas, pois a lembram de sua própria vulnerabilidade e das humilhações que sofre em casa.

Muitas vezes, os pais são responsáveis por formarem bullies. Pais que não disciplinam os filhos e não lhes impõem regras nem limites podem estar produzindo bullies. Muitos destes são crianças e jovens que, acreditam, podem fazer o que quiser sem nenhuma consequência ou punição.  

Há pais que foram maltratados pelos pais quando eram pequenos e, portanto, são tolerantes demais com os filhos. Para eles, qualquer medida disciplinar constitui uma forma de abuso contra as crianças. O problema com esse tipo de filosofia educacional é que, apesar de suas boas intenções, esses pais acabam criando filhos que não têm o menor senso de disciplina. Um pai ou mãe nunca deve empregar violência física a fim de educar os filhos, mas é necessário que toda criança aprenda que cada um de seus atos terá consequências. Caso contrário, crescerá acreditando que pode fazer o que quiser. Um bully maltrata outros por acreditar que seus atos permanecerão impunes. O bullying frequentemente é um sinal de que uma criança ou jovem não recebeu boa educação dos pais.  

Isso não significa que todo bully vive em um lar onde não há disciplina. Às vezes, é o emprego indisciplinado da disciplina que leva à criação de um bully. A educação recebida em casa não pode depender do humor dos pais. Em muitos lares, se os pais estão de bom humor, o filho não é disciplinado por mau comportamento, mas, se não estão,  é disciplinado de forma agressiva e até cruel. O resultado é que a criança nunca aprende a respeitar a autoridade e a valorizar a disciplina. Ela passa a enxergar figuras de autoridade como  símbolos de extrema leniência ou crueldade.

Pais que não dão a devida atenção aos filhos, que os ignoram e os negligenciam, podem estar formando bullies frios e calculistas. Filhos de pais ausentes podem se transformar em bullies que maltratam outros quando não há figuras de autoridade por perto. Esse tipo de comportamento costuma ser bem planejado e envolve estratégias: o bully frequentemente recruta outras crianças para ajudá-lo a perseguir alguém.

desses agressores têm pais preconceituosos ou intolerantes. Aqueles que exigem que os filhos sejam “os melhores” – no colégio, nos esportes e em ambientes sociais – talvez estejam  formando bullies, pois podem estar passando uma mensagem de que apenas as pessoas bem-sucedidas sejam merecedoras de respeito.

Pesquisa feita na Universidade de Chicago indica que a violência, seja na televisão, seja no lar, pode incentivar o bullying. Ao testemunharem atos de agressão, muitas crianças e jovens aprendem que a violência vale a pena – que é algo recompensado e respeitado. Já os sentimentos de compaixão e de empatia são interpretados como sinais de fraqueza.

O bullying constitui um fenômeno extremamente grave porque suas consequências são muito sérias. As vítimas não raro se sentem mal fisicamente, vão menos à escola e, em geral, têm desempenho acadêmico ruim. Além disso, em geral se sentem deprimidas e apáticas.

Fato ainda mais chocante é que os efeitos do bullying não desaparecem logo após a formatura do colégio.  De acordo com o Dr. William Coleman, professor de Pediatria da Universidade de Medicina da Carolina do Norte, há maior probabilidade de um bully se tornar um criminoso até os  24 anos de idade.

Em outras palavras, crianças que agridem outras podem facilmente se tornar adultas que representam uma ameaça à sociedade. Há também mais chances de um bully se tornar dependente de álcool ou drogas. Mas as vítimas de bullying também continuam a conviver com os traumas decorrentes de terem sido agredidas. Muitas delas encontram mais dificuldades em fazer amigos e correm maior risco de sofrer depressão. 

Estatísticas sobre bullying

Estudos realizados nos Estados Unidos revelam que praticamente metade das crianças norte-americanas foi vítima de bullying pelo menos uma vez no ano passado. O número de crianças naquele país que presenciou outras crianças sendo agredidas é até maior.

No Brasil, as estatísticas de bullying não são muito diferentes.

Um estudo divulgado pela organização britânica Plan International e pelo Instituto Overseas revelou os dados sobre bullying no Brasil. Ele inclui dados referentes às cinco regiões do país. De acordo com o estudo, no ano passado, 28% dos alunos brasileiros foram vítimas de algum tipo de violência na escola e 70% deles presenciaram algum tipo de agressão. Trinta e sete por cento dos alunos entrevistados revelaram sentir medo, às vezes, quando estão na escola.  

O estudo concluiu que as escolas brasileiras são muito violentas e revelou ainda a opinião de 84% dos brasileiros, segundo a qual a escola que frequentam é violenta. Talvez o dado mais chocante seja o que revelou que 70% dos alunos brasileiros já foram vítimas de maus-tratos. 

Nos Estados Unidos, o bullying ocorre com mais frequência onde não há supervisão de professores nem presença de adultos: no recreio, nos banheiros e no ônibus da escola. Já no Brasil, segundo o estudo do Plan International, 21% dos casos de bullying ocorrem na própria sala de aula!

O estudo também quantifica a perda financeira decorrente da violência em nossas escolas: quase US$ 943 milhões  por ano. Esse valor se baseia no número de alunos que deixaram de frequentá-la ou  abandonaram os estudos devido à violência sofrida no colégio.

Como as escolas podem combater o bullying

O bullying é um fenômeno preocupante ao extremo e afeta milhões de brasileiros. Mas há muito que uma escola pode fazer para combatê-lo, principalmente em nosso país, onde atos de hostilidade e violência ocorrem na própria sala de aula. É necessário treinar professores e educadores para combatê-lo.

Estatísticas revelam que as escolas são muito tolerantes em relação ao bullying, pois o definem de forma muito limitada. Evidentemente, é proibido agredir alguém verbal ou fisicamente. São também vetados o assédio sexual e os comentários racistas. As escolas, porém, raramente impõem regras e regulamentos que proíbem um aluno de intimidar, humilhar ou provocar os colegas. Na maioria dos casos, apelidos, fofocas, insultos e ameaças implícitas  não são levados em consideração por professores nem diretores. Em outras palavras, quando a violência física ou verbal não é explícita, é tolerada. E esse é um grave problema, pois palavras maldosas e humilhações podem ferir alguém mais do que chutes e pancadas.    

A fim de combater o bullying, as escolas precisam  preveni-lo. Não basta punir os agressores que agem de forma aberta e violenta; é fundamental que professores, diretores, coordenadores, pais e alunos ajam ativamente para cortar esse mal pela raiz.

Em algumas escolas nos Estados Unidos, no início do ano letivo, professores, pais e alunos estudam as leis instituídas pela própria escola contra a prática de bullying. Os alunos são obrigados a assinar um contrato  pelo qual se comprometem a não cometer  nenhum  ato de bullying. O contrato define o que é considerado bullying e especifica como serão punidos aqueles que o praticarem.

Os professores podem combater o bullying ao conversarem com os alunos a respeito do fenômeno e conscientizá-los do grande mal que é feito àqueles que são vítimas dele. Um método eficaz de desestimular tal prática é fazer com que alunos simulem uma situação na qual cada um é vítima de  um bully. O objetivo desse exercício é levá-los a sentir  o que sentem as vítimas de agressões. Espera-se que isso as ensine a sentir empatia por outras pessoas, que  passem a respeitar a todos e a aceitar as diferenças entre os seres humanos. Crianças e adolescentes precisam entender que apesar de  serem ainda muito jovens, seus atos têm consequências, muitas delas duradouras e, em alguns casos, permanentes. Alguns atos de bullying talvez pareçam divertidos e até engraçados na hora, mas na verdade, ferem outras pessoas e podem ter consequências terríveis, inclusive  como o suicídio  de quem não suporta ser agredido e humilhado.  

Outra forma de uma escola combater o bullying consiste em montar grupos de prevenção. O colégio deve organizar atividades e conferências para prevenir e eliminar todas as formas de bullying. Além disso, é importante que haja mais supervisão adulta durante o recreio para evitar essas agressões. É importante que os pais também se envolvam para lutar contra elas. É evidente que os pais das vítimas queiram que o problema seja combatido. Mas mesmo os pais de bullies devem agir para prevenir o bullying, pois as pesquisas revelam que muitos dos agressores acabam se tornando criminosos.

Cyberbullying: o bullying na Internet

Cyberbullying é o bullying que ocorre em um ambiente virtual, ou seja, na Internet.  Apesar disso,  pode ser até mais nocivo do que  tradicional, pois o bullying que ocorre no colégio geralmente se limita a esse local.  Já o cyberbullying não tem limite de tempo ou espaço, não havendo escapatória para a vítima.

Lutar contra o bullying tradicional representa um desafio; combater o cyberbullying é até mais difícil. É praticamente impossível quantificar o cyberbullying : compõe-se de inúmeras mensagens e e-mails hostis e de sites onde se postam fofocas  e mensagens humilhantes  sobre crianças e jovens. Uma recente pesquisa feita nos Estados Unidos, na qual foram entrevistados 5.500 adolescentes, revelou que 72% deles afirmaram que o cyberbullying é tão cruel quanto o bullying tradicional.  

Hoje, quase todos os jovens são tecnologicamente sofisticados.  Possuem os próprios telefones celulares e passam horas na Internet, navegando pelo Facebook e por outras mídias sociais. Um dos desafios dessas novas tecnológicas encontra-se na forma de  utilizá-las de modo  eficaz para combater o cyberbullying.

A maneira mais comum de  cometer um ato de cyberbullying é postar na Internet fofocas e comentários maldosos. Os peritos no assunto revelam que a maioria desses casos ocorre de forma anônima, permitindo que bullies ajam sem serem descobertos e punidos. O cyberbullying tende a ser um círculo cruel e vicioso: muitas crianças que foram vítimas de bullying passam a praticar cyberbullying.

Nos Estados Unidos, o National Crime Prevention Council (Conselho Nacional de Prevenção ao Crime), define cyberbullying –  termo inexistente décadas atrás – como “o que ocorre quando adolescentes usam a Internet, telefones celulares ou outros aparelhos para enviar ou postar textos ou imagens com o objetivo de ferir ou humilhar outra pessoa”.

O fato de um cyberbully geralmente agir de forma oculta, bem como a falta de interação direta dele com suas vítimas, pode fazer com que ele não tenha consciência do grande mal que causa. Como o cyberbully não está em contato direto com as vítimas, é provável que não sinta remorso pelos seus atos.

Um cyberbully pode causar danos muito mais graves que um bully tradicional. Segundo pesquisas recentes, uma criança vítima de um cyberbully pode sofrer depressão até mais profunda do que sofre uma típica vítima de bullying tradicional. O Ministério de Saúde dos Estados Unidos, com base em pesquisas que incluíram mais de 7.000 alunos, revelou que a vítima de um cyberbully pode se sentir até mais isolada e humilhada do que alguém que foi agredido  por um bully.

Especialistas em cyberbullying afirmam que o fenômeno pode afetar suas vítimas por muitos anos. Numerosas mensagens postadas na Internet são permanentes ou de difícil remoção. Além disso, quando ocorre o bullying tradicional, há um limite para a maldade: um comentário maldoso é feito na frente de algumas pessoas. Já no caso do cyberbullying, uma mensagem humilhante pode ser lida instantaneamente por centenas ou até milhares de pessoas.   

O Facebook, o maior site de rede social do mundo, que conta com mais de 600 milhões de membros, afirma que está trabalhando arduamente para limitar o cyberbullying. O Facebook utiliza alertas em formato de pop-up e cancela contas de pessoas que o praticam ou postam comentários maldosos.

Mas os especialistas afirmam que leis e regulamentos  para combater o cyberbullying não bastam, pois é necessário também que os próprios jovens ajam contra ele. Mas, lamentavelmente, muitas vítimas de cyberbullying têm medo de revelar a identidade de seus agressores, temendo algum tipo de vingança ou retaliação. De acordo com um estudo feito em 2008 pela Universidade da Califórnia, em Los Angeles, há muitos adolescentes que aceitam passivamente a condição de  vítima de cyberbullying, por acreditarem que eles próprios precisam aprender a lidar com tal hostilidade. Consequentemente, não denunciam seus agressores virtuais.

No Brasil, segundo a pesquisa realizada pelo Plan International, 16,8% de jovens são vítimas de cyberbullying, 17% o praticam e 3,5% são, simultaneamente, cyberbullies e vítimas de cyberbullying.

É imprescindível  que o  cyberbullying seja combatido. Os danos que esse tipo de agressão pode causar são imensuráveis. No ano de 2010, nos Estados Unidos, houve casos em que vítimas de cyberbullying se suicidaram. 

Seu filho é vítima de bullying?

Estima-se que 25% de crianças sejam vítimas de bullying, mas nem sempre é fácil detectar os indícios dessa prática. Muitas das vítimas  têm medo de revelar o ocorrido aos pais e professores. Em alguns casos, as vítimas têm vergonha de admitir para seus pais que estão sendo agredidas; em outros, temem retaliações por parte dos bullies. Muitas outras  tentam ocultar seu sofrimento, pois acreditam que admitir a dor e o medo é um sinal de fraqueza. Às vezes, preferem compartilhar seu problema com algum adulto que não seja seu pai ou professor.

Muitas vezes, pais não percebem que os filhos são vítimas de bullying porque atribuem a mudança de comportamento a algum outro fator. Podem acreditar, por exemplo, que os filhos não querem ir à escola porque preferem ficar brincando ou atribuir a queda repentina no desempenho acadêmico a vários fatores: interesse por outros assuntos e atividades, novas amizades ou namoro, algum problema de saúde, etc. Os pais podem também se convencer de que os  filhos estão se comportando de forma estranha porque sofrem do transtorno do déficit de atenção (veja o artigo do 10emtudo sobre TDAH e DDA). Mas o que pode estar ocorrendo é que os filhos estão sendo vítimas  de bullies no colégio.

Alguns sinais disso:

  • Apresenta mudanças de comportamento: a criança se torna mal-humorada, distante ou ansiosa.
  • Tem dores físicas ou emocionais: dores de barriga, ferimentos ou hematomas inexplicáveis, sofre com pesadelos ou volta da escola com roupas rasgadas.
  • Tem queda no desempenho acadêmico e falta de vontade de ir à escola: de repente, as notas da criança pioram ou ela faz de tudo para evitar frequentar as aulas.

A realidade é que o fenômeno de bullying tem implicações maiores do que se imagina. Devido a ele, nossas escolas, em vez de estarem moldando bons cidadãos e futuros líderes, estão formando  pessoas com traumas psicológicos e emocionais. Portanto, o bullying que ocorre nos colégios e na Internet afeta não apenas os estudos ou a felicidade de uma criança ou jovem. Afeta toda a nossa sociedade, presente e futura. Muitas pessoas carregam pelo restante da vida os traumas de terem sido vítimas de bullying. Isso prejudica sua carreira, os seus relacionamentos e as suas habilidades como maridos, esposas e pais.

O bullying, tradicional e virtual, precisa ser combatido. Cabe a todas as  pessoas – pais, diretores de colégio, professores e alunos – lutar contra o bullying e impedir que esse grande mal continue a existir em nossas escolas e na Internet.

Bibliografia:

1. Michael D. Lemonick - The Bully Blight - Time Magazine - 11 de abril de 2005
2. Stephanie Chen - In a wired world, children unable to escape cyberbullying - CNN -http://www.cnn.com/2010/LIVING/10/04/youth.cyberbullying.abuse/index.html
3. Is your child being bullied? Parenting Magazine - http://www.cnn.com/2010/LIVING/10/03/p.child.being.bullied/index.html
4. Dake JA, Price JH, Telljohann SK - The nature and extent of bullying at school. http://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/12793102
5. Jane St. Clair - What Causes Bullies? - http://www.byparents-forparents.com/causesbullies.html
6. Selma Rosa - Pesquisa revela dados inéditos sobre bullying no Brasil- http://chegadesofrercalado.blogspot.com/2010/04/pesquisa-revela-dados-ineditos-sobre.html
7. Fernando Vives - Bullying nas escolas. http://www.cartacapital.com.br/carta-fundamental/bullying-nas-escolas

 


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