Desenvolvido por Miss Lily Comunicação
Quem Somos Assine Já Fale Conosco FAQ Meus Dados Fazer Login
Compartilhar no Facebook Compartilhar no Twitter Delicious Blogger WordPress Enviar por e-mail
  Home

 
A União Europeia
 

A União Europeia

A Europa, a partir do século XVI, com seus primeiros estados nacionais já consolidados, conheceu uma longa e sangrenta sucessão de guerras.

A União Europeia

A partir do século XVI - início da modernidade - a Europa, com seus primeiros estados nacionais já consolidados, conheceu uma longa e sangrenta sucessão de guerras. De início, os conflitos decorreram do antagonismo entre dois tipos de estrutura política: de um lado, a noção de Império, herança da Antiguidade e do Medievo, concretizada, nos tempos modernos, pelo Sacro Império Romano-Germânico (Io Reich), nas mãos da dinastia austríaca dos Habsburgos; de outro, a formação política típica do mundo moderno, o estado nacional, cuja expressão máxima, no período, era a França. De fato, a Europa Moderna foi marcada pelos esforços políticos e militares dos Bourbons para romper o "anel de ferro Habsburgo", pois essa família originária de Viena dominava o Sacro Império e também os Países Baixos e a Espanha. Em razão da progressiva decadência dos Habsburgos, um outro conflito irrompeu no Velho Continente: a França e a Prússia, reino que unificaria a Alemanha em 1871, passaram a disputar a hegemonia europeia.  Em menos de cem anos, as querelas entre Paris e Berlim provocaram três guerras: a franco-prussiana (1870) e as primeira e segunda guerras mundiais, já no século XX.

O "anel de ferro Habsburgo" ao redor da França

No final da segunda conflagração mundial, emergia um sonho: a unificação da Europa, única maneira possível de se evitar novos conflitos no Continente.  O governo de Washington e algumas lideranças políticas europeias - como, por exemplo, o ministro belga Paul Henri Spaak - propuseram a criação dos "Estados Unidos da Europa" com o objetivo fundamental de por fim às hostilidades entre a França e a Alemanha. O primeiro passo nessa direção foi dado com a criação, em 1952, da Comunidade Europeia do Carvão e do Aço; pouco depois, surgiria a Euratom, com a finalidade de coordenar as pesquisas europeias para o aproveitamento pacífico da energia nuclear. Paralelamente, a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN) congregava os Estados Unidos da América, o Canadá e as nações da Europa Ocidental para enfrentar a eventual ameaça do expansionismo soviético.

 

Em 1957, pelo Tratado de Roma, formava-se a Comunidade Econômica Europeia (CEE), cujos países membros eram a França, a República Federal da Alemanha (então, Alemanha Ocidental), a Itália, a Bélgica, Luxemburgo e os Países Baixos - a "Europa dos Seis".


Em 1973, ingressaram na então embrionária Unidade Europeia, a Dinamarca, a Irlanda e o Reino Unido, compondo a "Europa dos Nove".

 

Ao longo dos anos 80, a Grécia, a Espanha e Portugal se integraram na comunidade europeia. Nascia a "Europa dos Doze".


Em 1995, a Áustria, a Finlândia e a Suécia aderiram à unidade europeia, completando a atual "Europa dos Quinze".

O primeiro marco fundamental da formação de uma Europa unida foi, em primeiro lugar, a criação do Mercado Comum Europeu, ainda no Tratado de Roma, visando a eliminação de tarifas alfandegárias. De início, obstáculos aduaneiros continuaram existindo, o que impossibilitou, por um certo tempo, a criação de um mercado comum propriamente dito. Somente em 1986, com a assinatura do Ato Único, que complementava o Tratado de Roma, nascia uma plena integração comercial, propiciando a livre circulação de mercadorias, capitais e serviços. Em 1995, entrava em vigor o Acordo de Schengen, assinado em Luxemburgo, com a finalidade de facilitar a circulação de pessoas pela supressão de controle fronteiriço entre os países da Unidade Europeia. Infelizmente, apenas sete nações o colocaram em prática: Espanha, Portugal, França, Alemanha, Holanda, Bélgica e Luxemburgo.

Em 1991, os países membros da Comunidade Europeia firmaram o Acordo de Maastricht, pelo qual a Comunidade Econômica Europeia mudou de nome para Unidade Europeia, sendo decidida, também, a criação de uma moeda única: o “Euro”. Na ocasião, foram estabelecidas as condições que as nações europeias teriam de obedecer para a adesão ao padrão monetário único: inflação baixa, na ordem de 3% ao ano, e controle dos gastos públicos. Com a finalidade de controlar as finanças europeias, foi instituído o Banco Central Europeu, sediado em Frankfurt, e totalmente independente em relação aos governos europeus.

Atualmente, a Unidade Europeia, além da moeda única, busca, entre outros objetivos, implantar uma legislação trabalhista comum e criar mecanismos de defesa militar europeus, afastados da OTAN e baseados na União da Europa Ocidental (UEO). Além disso, a defesa do consumidor europeu, políticas comuns no tocante à industria, cultura, proteção ambiental, legislação penal e o aprimoramento das infraestruturas de energia, transporte e telecomunicações são também propósitos acalentados pela Europa. Outra importante conquista da comunidade europeia foi a criação do Parlamento Europeu, sediado em Estrasburgo, cujos deputados, representantes dos países membros, adquirem, a cada dia que passa, maiores competências e responsabilidades, notadamente a aprovação de tratados internacionais.


Uma Europa integrada

A União Europeia: o futuro

No dia 07 de dezembro de 2000, na cidade  francesa de Nice, tem início uma conferência de cúpula das nações integrantes da União Europeia, atualmente presidida pela França. O mais importante tema dessa reunião é a entrada de novos países membros. De fato, a Polônia, a Hungria e a República Tcheca, desde o ano passado associadas à OTAN, vêm manifestando o desejo de participar da comunidade europeia. Outros países do leste europeu também aspiram ao mesmo objetivo. Tais intenções, embora vistas com bons olhos pela maioria das nações da comunidade europeia, causam, em algumas, preocupações. Inegavelmente, a recente vitória eleitoral da extrema-direita austríaca reflete o temor de um possível êxodo de populações do leste europeu para a área ocidental do Continente. Infelizmente, as diferentes tradições culturais e históricas agudizadas pela "Guerra Fria", criaram duas "Europas": a ocidental, desenvolvida e próspera, e a "outra", ainda marcada por problemas econômicos e pela instabilidade política.

Assim, a União Europeia, se quiser encarar o desafio histórico de sua ampliação, deve compreender  e solucionar as inquietudes dos países que ainda não podem aderir à comunidade europeia, mas, mesmo assim, reivindicam sua integração. Em 1999, em Helsinque (Finlândia), o Conselho Europeu determinou a ampliação das negociações visando incorporar as nações do leste europeu. Na ocasião, foram definidas as condições para a "europeização" das normas políticas de todos os países do Velho Continente. O primeiro passo para essa integração seria a constituição de instituições pan-europeias, principalmente organizações não governamentais, sindicatos, câmaras de comércio e universidades. Além disso, é imperiosa a necessidade, por parte da "Europa dos Quinze", da abertura de seus mercados aos produtos da Europa Oriental, algo que atemoriza os produtores de gêneros primários do oeste europeu.

Não menos importante é a resolução definitiva dos conflitos que ainda abalam a "outra" Europa: as eternas guerras balcânicas e o infindável conflito entre a Turquia e os curdos. De fato, é necessária a edificação de um único modelo europeu para a gestão dos antagonismos, das sociedades e das economias. Noutros termos, a União Europeia precisa definir seu papel e seus valores com a finalidade de integrar o centro e a periferia do Continente. Enfim, toda a Europa deve se "europeizar".

TEXTO COMPLEMENTAR

Hoje, 7 de dezembro de 2000, foram abertos os trabalhos da assembleia da União Europeia, em Nice. O objetivo do encontro é colocar a "Europa dos 15" em condições de integrar os países candidatos à União a partir de 2003. A ampliação é brutal, pois, 13 países manifestaram o desejo de participar da comunidade Europeia: 10 estão situados no leste Europeu e os outros são a Turquia, Malta e Chipre. Atualmente, a Grécia e a Turquia, tradicionais rivais, estão vivendo um processo de aproximação, o que facilita sua integração à comunidade europeia. A União Europeia vive, hoje, uma situação perigosa. De início, os países que a compunham tinham níveis culturais, políticos e econômicos semelhantes. No presente, as nações que aspiram à integração na comunidade europeia têm perfis diferentes. Muitos deles foram vitimas da devastadora experiência soviética e, por essa razão, praticam um liberalismo grosseiro e conhecem níveis de vida precários. Assim, a União Europeia, se quiser incorporar outras nações, precisa alterar sua regras, principalmente a de que toda e qualquer decisão, política ou econômica, deve ser referendada por unanimidade. Quinze nações podem chegar a um acordo, 30 dificilmente obteriam um consenso.

Outro obstáculo à reunião de Nice é a presença de contestadores à globalização da economia mundial. Em Nice, ocorrem protestos de diversos tipos: desempregados, imigrantes clandestinos, antieuropeístas e antiliberais, que acham que a globalização econômica é selvagem e contrária aos interesses das populações mundiais.

 


Ver Próximo Artigo: Ditaduras da América Latina
 
Ver Artigo Anterior: História da Uganda
 
Apostilas


 

Banco de Questões
Novas questões de Exatas
87 de Física, 334 de Química e 330 de Matemática