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A Religião Hinduísta
 

A Religião Hinduísta

Índia

As crenças e cultos das antigas populações do vale do rio Indo e dos arianos formaram as bases do hinduísmo. (A palavra hinduísta, da mesma raiz do rio Indo, significa simplesmente "indiano"). Crenças e rituais religiosos são os elementos principais da vida de cada hindu e os preceitos do hinduísmo servem de guia para os aspectos espirituais e práticos. O hinduísmo permite que cada hindu escolha sua forma de culto; por isso esta religião se caracteriza por uma imensa diversidade e pela capacidade excepcional que tem demonstrado, através da história, de abranger novos modos de pensamento e de expressão religiosa.

Diferentemente de outras religiões, a religião hinduísta não tem fundador, credo fixo, nem organização de espécie alguma. Para todos os hindus a suprema autoridade são os quatro Vedas: Rig-Veda, Sama-Veda, Yojur-Veda e Atharva-Veda.

Livro dos Vedas, quatro coletâneas de textos sagrados escritos em védico, uma forma antiga do sânscrito. Vedas, em sânscrito, significa saber, conhecimento. Os Vedas ou Veda contêm hinos, orações e provérbios populares. Antes de serem escritas as tradições, sábios chamados de rishi transmitiam-nas oralmente.

O mais antigo é o Rig-Veda, escrito em sânscrito arcaico entre 1300 e 1000 a.C. Ao Rig-Veda foram agregados outros dois: o Yajur-Veda (livro do sacrifício) e o Sama-Veda, de hinos. Um quarto livro, o Atharva-Veda, uma coleção de palavras mágicas, foi incluído em torno de 900 a.C. Nesta mesma época, também foram escritos os Brahmanas e, no início de 600 a.C., os Upanishad.

Com importância especial na evolução do pensamento hindu, os Upanishads (800-300 a.C.) são uma famosa coletânea de Vedas, composta de textos místicos e esotéricos, conhecidos como vedanta. Os Upanishads servem de base para um dos seis sistemas ortodoxos da filosofia hindu e até hoje são os textos hindus mais lidos.

Escritos sob a forma de conversas entre mestre e discípulo, além dos conceitos básicos sobre o certo e o errado e sobre o destino humano, os Upanishads introduzem a noção de Brahman - o "Princípio Supremo", fundamento do Universo.A preocupação principal desta linha de pensamento é o conhecimento do Brahman, o ser supremo, puro e universal, uma realidade onipresente concebida como aquilo que preenche tudo. Para os hindus, o Brahman é a força espiritual essencial em que se baseia todo o universo. Todos os seres vivos nascem do Brahman, vivem no Brahman e, ao morrer, retornam ao Brahman.

Carma e reencarnação

Outro conceito-chave na filosofia dos Upanishads é que o homem tem uma alma imortal, uma centelha divina. O propósito de um hindu é de retornar ao Brahman e voltar a fazer parte do mundo espiritual. Para atingir esse ponto, a alma deve ser purificada, mas como ninguém espera que um ser humano consiga purificá-la em uma única vida, após a morte de um indivíduo esta alma renasce numa nova criatura vivente. A ideia de trânsito da alma para um novo corpo ou forma de ser é conhecida como transmigração ou reencarnação.

A alma (atmã) vai reencarnar em corpos diferentes até se purificar. Nesse ciclo há uma ordem inexorável que vai de uma existência à outra. Uma alma pode renascer numa casta mais alta ou mais baixa ou pode passar a habitar um corpo animal.

Castas são grupos sociais fixos. Cada casta tem suas próprias regras de conduta e de prática religiosa, que determinam com quem a pessoa pode comer, com quem pode se associar e que tipo de trabalho pode realizar. Era proibido relacionar-se com as castas inferiores, a não ser para a execução das tarefas diárias. De acordo com os textos sagrados hindus, cada indivíduo está predestinado a pertencer à uma casta.

O impulso por trás dessa ordem, que a mantém sempre em movimento, é o carma de cada homem. Palavra sânscrita que significa "ato", o carma se refere a palavras, pensamentos e sentimentos - não apenas aos atos. O carma, portanto, é o conjunto de todas as ações, boas ou más, cometidas por um ser humano em suas vidas passadas.

A ideia de que todas as ações têm consequência e de que estas podem aparecer após a morte do indivíduo não é única do hinduísmo. O que difere é que, segundo a filosofia hindu, todas as ações da vida e somente elas formam a base para uma próxima vida. A religião hinduísta não acredita em destino cego nem em divina providência; acredita que "o homem colhe aquilo que semeou". A responsabilidade pela vida de um hindu no dia de hoje e por sua próxima encarnação será sempre dele. Ou seja, o que a pessoa experimenta nesta vida em termos de riqueza e pobreza, alegria ou dor, saúde ou doença, é resultado de suas ações numa vida anterior. É dessa forma que o hinduísmo explica as diferenças entre as pessoas.

Os ensinamentos hindus sobre casta, dhrama e carma são interligados. Seguindo e respeitando apropriadamente o dhrama (código de conduta), o hindu poderá ter um bom carma, uma vez que, apesar de uma pessoa ter que se submeter ao carma que herdou de uma vida anterior, ela também tem o livre-arbítrio no âmbito de sua existência atual, podendo melhorá-la e assim lançar as bases para uma vida melhor na sua próxima encarnação.

O sistema de casta reflete também a crença hindu de que as pessoas nascem com níveis diferentes de conhecimento. Os Brahmins, os mais sábios, eram considerados o grupo social mais puro. Segundo a ideia central dos Upanishads, é a ignorância do homem o que o amarra ao ciclo da reencarnação. Ele consegue se libertar quando compreende a verdadeira natureza da existência, isto é, que a alma humana (atmã) e o mundo espiritual (Brahman) são uma coisa só. O atmã (a centelha divina) é parte integrante não só dos seres humanos, mas também das plantas e animais. Isto é conhecido como panteísmo.

As divindades hindus

A multiplicidade do hinduísmo também se manifesta em seu conceito de Deus.Em sua forma mais filosófica, o conceito hindu de divindade é panteísta. A divindade não é um ser pessoal; é uma força, uma energia que permeia tudo. Do outro lado do espectro há um conceito politeísta: a crença num grande número de deuses e deusas, apesar de todos serem considerados símbolos do Brahman. Apesar de cada divindade poder aparecer de várias formas, todas são partes do espírito universal, o Brahman.

deuses Hindus

Os deuses mais importantes são Brahman, o criador; Shiva, o destruidor; e Vishnu, o preservador. Entre as várias divindades femininas há uma, grande e poderosa, que é a "Rainha do Universo" ou "deusa-mãe". Sua manifestação mais conhecida é Kali. A religião hinduísta permite que cada hindu escolha sua forma de culto. Pessoas de diferentes regiões adoravam divindades diferentes e tinham sua própria forma de culto, porém, todos cultuavam o Brahman.

Hinduísmo

 


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