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Abril de 2008

Em março de 2002, o Brasil foi atingido por uma das piores epidemias de dengue
na sua história. Seis anos depois, o mosquito da dengue volta a atacar o Rio
de Janeiro. Dados oficiais revelam que a epidemia já infectou mais de 45.000.
67 pessoas já morreram - 40% delas são crianças menores de 12 anos.
O governo do Rio, que precisa de mais médicos para atender milhares de pessoas
infectadas pela dengue, pediu ajuda a outros estados e agora considera a possibilidade
de solicitar a ajuda de Cuba. A dengue nem sempre é fatal, mas precisa ser tratada,
e causa febre alta e fortes dores de cabeça e musculares. Há, porém, uma forma
mais virulenta da dengue - a hemorrágica, que causa sangramento interno e pode
levar à morte.
Os hospitais do Rio de Janeiro estão superlotados com pacientes infectados
pela dengue. Mais de 1200 homens das forças armadas brasileiras chegaram ao
estado para ajudar a combater a epidemia, mas a falta de médicos complica os
esforços do governo.
Alguns peritos sobre a dengue afirmam que a epidemia pode ser atribuída ao
crescimento, mal planejado, de centenas de favelas no Rio de Janeiro. O mosquito
da dengue precisa apenas de um pouco de água parada para reproduzir. Infelizmente,
é bastante difícil eliminar poços de água parada em lugares onde a coleta do
lixo ocorre com pouca freqüência e o sistema de esgoto é precário. Epidemias
de dengue atingiram o Rio em 1986, 1995 e 2002, mas a deste ano vem provando
ser mais letal que as anteriores. A cidade está coberta de anúncios pedindo
para que a população use repelente e elimine qualquer fonte de água parada.
Jarbas Barbosa, um médio brasileiro que encabeça a Organização de Saúde Pan-Americana,
declarou para a imprensa internacional que o mosquito da dengue, o Aedes
aegypti, encontrou um ambiente favorável em cidades no Brasil onde há
muito crescimento populacional e uma falta de infraestrutura.
Neste artigo do 10emtudo, apresentamos informações básicas sobre a dengue,
relatamos uma breve história da doença e apontamos algumas causas da epidemia.
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