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Matérias > Português > Índice Cursinho > Literatura > Trovadorismo > Conceito
Cantiga da Ribeirinha - Paio Soares de Taveirós No mundo non me sei parelha, (não conheço par) Cantigas de Amigo Contêm a confissão amorosa da mulher, inspiram-se na vida rural e popular. A moça dirige-se à mãe, às amigas, aos pássaros, às fontes, às flores etc, perguntando pelo homem amado. Nelas sempre está presente a palavra amigo (namorado, amigo ou amante). Originaram-se do folclore popular na própria Península Ibérica. Mostram o outro lado da relação amorosa: o sofrimento (coita amorosa) da mulher (coitada), abandonada pelo "amigo". O eu-lírico é feminino, embora seja o trovador quem faz (e canta) a cantiga. Há grande variedade de tipos de cantigas, de acordo com as diferentes situações de contexto em que ocorrem - albas ou alvas (ao amanhecer); marinas, marinhas ou barcarolas (temas relacionados a mar, rios, barcos); de romaria (peregrinações a santuários); serranilhas (nas montanhas); pastorelas (temas campesinos); bailias ou bailadas (convite à dança); plang (canto de lamentação). As cantigas com estrutura mais complexa chamam-se "de maestria". Já as "paralelísticas" repetem a mesma estrutura, com pequenas variações, em pares de estrofes consecutivos (técnica de paralelismo). É comum a repetição do mesmo verso (= refrão) ao final de todas as estrofes, o que mantém o ritmo cadenciado e reforça uma mesma idéia, valorizando-a. |