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A Poesia  Trovadoresca, escrita em galaico-português, apresenta duas espécies:

-a lírico-amorosa, expressa em dois moldes, a cantiga de amor e a cantiga de amigo;

-a satírica, expressa na cantiga de escárnio e na cantiga de maldizer.

O poema recebia o nome de "cantiga" (ou ainda de "canção" e "cantos") por associar-se à música: era cantado acompanhado de instrumento musical.

Havia o trovador (nobre que fazia trovas por imperativo da moda), o segrel, o menestrel (profissional) e o jogral (espécie de bobo da corte, que apenas executava ou interpretava as composições alheias).

Cantigas de Amor

Contêm a confissão amorosa do Poeta (trovador) a uma dama de condição social geralmente superior à dele ("domina") ou casada; portanto, inacessível.

O eu-lírico é masculino.

Originaram-se da Provença, região do sul da França, e têm como modelo a "cansó", veiculando a convenção do amor cortês - o homem coloca-se como vassalo da mulher; esconde o nome dela por detrás das expressões "mia dona", "mia senhor", e suplica por seus "favores"(retribuição do amor do "coitado"). Disfarça-se o erotismo do apelo amoroso (coita amorosa) através da idealização da mulher (platonismo).

A primeira cantiga documentada remonta ao ano de 1189 (ou 1198), foi escrita pelo trovador Paio Soares de Taveirós e dedicada a D. Maria Pais Ribeiro, dama da corte do rei D. Sancho I. Não se conhece a pauta musical, mas o texto é o seguinte:


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