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No ano de 1929 ocorre o crack da Bolsa de Nova
Iorque, o que vai afetar violentamente o preço do café, principal produto
de exportação do Brasil. No ano de 1930, Getúlio Vargas lidera uma revolução
no Rio Grande do Sul, contra o governo de Washington Luís. Com apoio da
Paraíba e de Minas Gerais, Washington Luís é deposto em pouco tempo, assumindo
o governo do país uma junta militar provisória.
É dissolvido o Congresso Nacional, à exceção de Minas
Gerais, os Estados passam a ser governados por interventores federais
nomeados. Getúlio Vargas é aplaudido no Rio Grande do Sul e a nação apóia
um governo revolucionário. O país entra em crise, enfrentando greves,
tumultos. Os estoques de café, para garantia de preço, são queimados.
Em São Paulo, 1932, eclode a Revolução Constitucionalista,
que defende a autonomia dos Estados. São Paulo perde a luta.
No ano seguinte, 1933, realizam-se eleições para formar
a Constituinte. Em 1934 é promulgada a nova Constituição Brasileira. Getúlio
Vargas vai à presidência da República. Em 1935, aprova-se a Lei de Segurança
Nacional, dando ao governo poderes de repressão das atividades consideradas
subversivas. O operariado entra em greve por todo o país. Há revoluções
no Norte e no Nordeste. Decreta-se o estado de sítio no Brasil. Nessa
época, 1936, Graciliano Ramos e outros companheiros comunistas — entre
eles o chefe do Partido, Luís Carlos Prestes, — são presos no Rio de Janeiro.
Getúlio implanta o Estado Novo, em 1937, por meio de
nova Constituição, de feitio fascista. Vários são os problemas político-sociais
ocorridos entre 1939 — início da Primeira Guerra Mundial — e 1945, ano
do término do flagelo e da deposição de Vargas, chegando ao fim o Estado
Novo. Eurico Gaspar Dutra é eleito presidente da República.
No plano cultural, o período vivencia a popularização
do futebol e a oficialização do carnaval e corresponde à época áurea do
rádio, o primeiro meio de comunicação de massa no Brasil; cultiva-se o
o samba-canção e pontificam autores como Noel Rosa, Pixinguinha, Ataulfo
Alves, Dorival Caymmi, Francisco Alves, Carmem Miranda, Vicente Celestino.
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