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O fulcro da cosmovisão romântica é o sujeito. O eu romântico, objetivamente
incapaz de resolver os conflitos com a sociedade, lança-se à evasão, foge
à realidade. Assim, podem-se evidenciar, no movimento, algumas constantes:
- o egocentrismo, o narcisismo, que em determinados momentos — como
no Ultra-Romantismo — assumem a forma de verdadeira egolatria;
- predomínio da emoção e do sentimento sobre a razão, dando vazão a
um verdadeiro derramamento de emoções a ao excesso de sentimentalismo;
- desequilíbrio, a anarquia, o ilogismo;
- a prevalência da imaginação e do idealismo sobre o plano do real e
do concreto;
- a fuga à realidade, a evasão, o escapismo, manifesto de diversos modos:
- na fantasia, com o artista criando mundos em que o "eu"
possa encontrar consolo;
- no tempo, com o retorno ao medievalismo, ao passado remoto: referências
a terras exóticas, a lugares longínquos;
- na Natureza, buscando remédios para os males do coração;
- na deserção total, através da morte, sobretudo para os ultra-românticos;
- a introversão, a sondagem do mundo interior, que determinará a mundividência
romântica e também a visão da Natureza, agora dinâmica e expressiva,
refletindo as emoções do "eu", ao contrário da época anterior,
neoclássica, árcade;
- o nacionalismo, a exaltação da pátria, o ufanismo;
- a liberdade de expressão, o uso da língua como veículo das emoções
do "eu" e, para tanto, o emprego insistente de algumas figuras
de estilo, como a metáfora, a comparação, a prosopopéia, a sinestesia,
a apóstrofe, etc.
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