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Matérias > Obras Literárias > O Guarani - José de Alencar

A estética romântica: riqueza de motivos e abordagens

 

O fulcro da cosmovisão romântica é o sujeito. O eu romântico, objetivamente incapaz de resolver os conflitos com a sociedade, lança-se à evasão, foge à realidade. Assim, podem-se evidenciar, no movimento, algumas constantes:

  • o egocentrismo, o narcisismo, que em determinados momentos — como no Ultra-Romantismo — assumem a forma de verdadeira egolatria;
  • predomínio da emoção e do sentimento sobre a razão, dando vazão a um verdadeiro derramamento de emoções a ao excesso de sentimentalismo;
  • desequilíbrio, a anarquia, o ilogismo;
  • a prevalência da imaginação e do idealismo sobre o plano do real e do concreto;
  • a fuga à realidade, a evasão, o escapismo, manifesto de diversos modos:
  • na fantasia, com o artista criando mundos em que o "eu" possa encontrar consolo;
  • no tempo, com o retorno ao medievalismo, ao passado remoto: referências a terras exóticas, a lugares longínquos;
  • na Natureza, buscando remédios para os males do coração;
  • na deserção total, através da morte, sobretudo para os ultra-românticos;
  • a introversão, a sondagem do mundo interior, que determinará a mundividência romântica e também a visão da Natureza, agora dinâmica e expressiva, refletindo as emoções do "eu", ao contrário da época anterior, neoclássica, árcade;
  • o nacionalismo, a exaltação da pátria, o ufanismo;
  • a liberdade de expressão, o uso da língua como veículo das emoções do "eu" e, para tanto, o emprego insistente de algumas figuras de estilo, como a metáfora, a comparação, a prosopopéia, a sinestesia, a apóstrofe, etc.

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