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É desse substrato que procede o código de honra baseado na lealdade,
observado no comportamento de Álvaro. Também a situação de Peri em relação
a Ceci remete à relação de vassalagem: referido várias vezes como escravo
submisso, e é Iara (a senhora, em guarani) o nome que ele dá a ela, ao
salvá-la de ser esmagada por uma pedra.
A segunda etapa tem início com o aparecimento dos elementos conflitantes
no cenário paradisíaco inicial. O elemento natural e o cultural passam
a se opor: de um lado, o natural representado pela natureza (Peri e os
índios aimorés e guaranis); de outro, o cultural formado pelas personagens
em torno de D. Antônio de Mariz (a família e os aventureiros). Até mesmo
internamente esses dois elementos apresentam conflitos, já que em ambos
existem os “amigos” e os “inimigos” das personagens centrais. A destruição
da casa de D. Antônio de Mariz começa a partir de dois pontos desses elementos:
um interno, cultural (Loredano) e um externo, natural (os aimorés); é
como se dois pontos negativos se unissem para aniquilar os positivos.
As personagens são apresentadas em pares que se opõem internamente:
- D. Antônio, português e fidalgo, e D. Lauriana, paulista e não fidalga;
- Ceci, loira, filha legítima, amiga de Peri, e Isabel, morena, filha
ilegítima, inimiga de Peri;
- Álvaro, cavalheiro refinado, e Loredano, bandido assassino;
- Álvaro, cavalheiro refinado, e Peri, selvagem.
O sentimento que Ceci desperta nos homens, por sua vez, permite evidenciar
as partes de um triângulo:
- Peri, que a adorava;
- Álvaro, que a amava;
- Loredano, que a desejava.
Também dois triângulos amorosos parecem muito claros ao longo da narrativa:
- Peri — Ceci — Álvaro
- Ceci — Álvaro — Isabel
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