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Matérias > Obras Literárias > O Guarani - José de Alencar
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As personagens principais
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- Peri: o Guarani, índio valente, corajoso, chefe da nação goitacá.
Abandona seu povo para servir a Cecília, que julga ser “Iara”, a senhora.
- Família de D. Antônio de Mariz:
- Ceci (Cecília): moça linda, de doces olhos azuis, gênio
travesso, mas meiga, suave, sonhadora, herdeira da força moral interior
de seu pai, D. Antônio de Mariz.
- Isabel: moça morena, sensual, de sorriso provocador, típica
beleza brasileira; filha bastarda de D. Antônio de Mariz com uma
índia, oficialmente sobrinha dele e prima de Ceci.
- Da. Lauriana: senhora paulista, de cerca de cinqüenta anos,
magra, forte, de cabelos pretos com alguns fios brancos; um tanto
egoísta, soberba, orgulhosa, neste ponto diferente do marido, D.
Antônio de Mariz.
- D. Diogo de Mariz: jovem fidalgo, na “flor da idade”, que passa
o tempo em caçadas e correrias; tratado com rigidez pelo pai, D. Antônio
de Mariz, em nome da honra da família.
- D. Álvaro de Sá: jovem, cavaleiro nobre, corajoso e fiel a
D. Antônio de Mariz.
- Aires Gomes: idade avançada, escudeiro fiel e extremamente
dedicado de D. Antônio de Mariz.
- Loredano: um dos aventureiros da casa do Paquequer; italiano,
moreno, alto, musculoso, longa barba negra, sorriso branco e desdenhoso,
ganancioso, ambicioso; ex-padre (Frei Ângelo de Luca), religioso traidor
de sua fé.
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O foco narrativo
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A obra apresenta foco narrativo de terceira pessoa, com narrador onisciente.
No caso de O Guarani, essa onisciência não pressupõe imparcialidade
ou distanciamento, pois o narrador tece, ao longo da narrativa, comentários
de juízo sobre as atitudes das personagens, como que induzindo o leitor
a acreditar na superioridade da natureza sobre a cultura.
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O tempo
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Predomina o tempo cronológico, com a ação remontando ao início do século
XVII, explicitamente: “Corria o mês de março de 1603...”, “No ano da graça
de 1604...” etc. Para completar as informações que deseja transmitir
ao leitor, o narrador se vale do “flashback”, como no caso do passado
de Loredano e da caçada de D. Diogo, quando este matou a índia.
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O espaço
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A ação desenvolve-se praticamente toda na casa de D. Antônio de Mariz
e suas circunvizinhanças. O narrador enfatiza também — e muito — a beleza
majestosa das matas e florestas, a exuberância da natureza brasílica
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