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O clima de rivalidade e desconfiança que já se instalara desde o início
entre D. Álvaro e Loredano se acirra. O bandido resolve começar a agir.
Crescem os conflitos na narrativa, ao mesmo tempo em que Isabel se aproxima
de Álvaro e acaba por confessar-lhe seu amor. Inicialmente surpreso, o
cavalheiro vai-se deixando envolver por essa paixão:
“Desde a véspera Álvaro não podia eximir-se à impressão
poderosa que causara nele a paixão de Isabel; era preciso que não fosse
homem para não se sentir profundamente comovido pelo amor ardente de uma
mulher bela, e pelas palavras de fogo que corriam dos lábios de Isabel
impregnadas de perfume e sentimento.”
D. Antônio manda o filho ao Rio de Janeiro, com o objetivo de conseguir
reforços. Incumbido de escolher quatro homens para acompanhar D. Diogo,
Álvaro ordena que Loredano seja um deles, apesar da resistência deste,
que alegara estar doente. O italiano obedece, mas arma seu plano com os
cúmplices e, desligando-se da comitiva com uma desculpa, volta sorrateiramente
para o solar, à noite. Penetra furtivamente no quarto de Ceci e tenta
raptá-la, mas é impedido por Peri:
“O braço de Loredano estendeu-se sobre o leito; porém a
mão que se adiantava e ia tocar o corpo de Cecília estacou no meio do
movimento, e subitamente impelida foi bater de encontro á parede.
Uma seta, que não se podia saber de onde vinha, atravessara
o espaço com a rapidez de um raio, e antes que se ouvisse o sibilo forte
e agudo pregara a mão do italiano ao muro do aposento.”
Enquanto partia a comitiva para buscar ajuda, chegavam à fazenda alguns
novos aventureiros, entre os quais mestre Nunes, que estranhou a semelhança
entre Loredano e um antigo padre que conhecera, frei Ângelo di Luca. Velho
amigo de Aires Gomes, conta-lhe suas suspeitas e os dois, retomando as
circunstâncias em que o italiano chegara à casa de D. Antônio, descobrem
que realmente se trata da mesma pessoa: um fascínora perigoso.
Peri, consciente de todo o plano, resolvera matar os bandidos sozinho,
sem envolver a família, nem assustar Cecília: não queria que sua senhora
tivesse a menor mágoa por causa da situação. Assim, naquela noite o fiel
guarani não apenas flecha a mão de Loredano, como também mata Bento Simões
e Rui Soeiro. Descobertos os corpos destes dois, arma-se uma revolta entre
os aventureiros, instigados pelo ex-padre. D. Antônio enfrenta-os altivo
e digno, impondo-lhes sua força moral e sua autoridade, mas o clima de
rebelião já se havia instalado, e ela só não se efetivou porque os aimorés
começaram seu ataque à fortaleza.
Passados dois dias, a situação do solar já era desesperadora, pois a
casa estava à mercê dos aimorés, por um lado, e dos aventureiros revoltosos
liderados por Loredano, por outro. Paralelamente, Álvaro descobrira-se
apaixonado por Isabel, e os dois passam a desfrutar seus sentimentos em
meio à impressão de morte iminente.
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