PROFESSORESALUNOS
Página InicialMatériasGerador de ProvasAtividadesCursinhoArtigosSimuladosFaculdadesProfissõesCultura GeralMeus Dados




Vestibulares passados
ENEM
Leitura obrigatória

Gerador de Provas
Aulas e Atividades
Matérias > Obras Literárias > O Guarani - José de Alencar

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O clima de rivalidade e desconfiança que já se instalara desde o início entre D. Álvaro e Loredano se acirra. O bandido resolve começar a agir. Crescem os conflitos na narrativa, ao mesmo tempo em que Isabel se aproxima de Álvaro e acaba por confessar-lhe seu amor. Inicialmente surpreso, o cavalheiro vai-se deixando envolver por essa paixão:

“Desde a véspera Álvaro não podia eximir-se à impressão poderosa que causara nele a paixão de Isabel; era preciso que não fosse homem para não se sentir profundamente comovido pelo amor ardente de uma mulher bela, e pelas palavras de fogo que corriam dos lábios de Isabel impregnadas de perfume e sentimento.”

D. Antônio manda o filho ao Rio de Janeiro, com o objetivo de conseguir reforços. Incumbido de escolher quatro homens para acompanhar D. Diogo, Álvaro ordena que Loredano seja um deles, apesar da resistência deste, que alegara estar doente. O italiano obedece, mas arma seu plano com os cúmplices e, desligando-se da comitiva com uma desculpa, volta sorrateiramente para o solar, à noite. Penetra furtivamente no quarto de Ceci e tenta raptá-la, mas é impedido por Peri:

“O braço de Loredano estendeu-se sobre o leito; porém a mão que se adiantava e ia tocar o corpo de Cecília estacou no meio do movimento, e subitamente impelida foi bater de encontro á parede.

Uma seta, que não se podia saber de onde vinha, atravessara o espaço com a rapidez de um raio, e antes que se ouvisse o sibilo forte e agudo pregara a mão do italiano ao muro do aposento.”

Enquanto partia a comitiva para buscar ajuda, chegavam à fazenda alguns novos aventureiros, entre os quais mestre Nunes, que estranhou a semelhança entre Loredano e um antigo padre que conhecera, frei Ângelo di Luca. Velho amigo de Aires Gomes, conta-lhe suas suspeitas e os dois, retomando as circunstâncias em que o italiano chegara à casa de D. Antônio, descobrem que realmente se trata da mesma pessoa: um fascínora perigoso.

Peri, consciente de todo o plano, resolvera matar os bandidos sozinho, sem envolver a família, nem assustar Cecília: não queria que sua senhora tivesse a menor mágoa por causa da situação. Assim, naquela noite o fiel guarani não apenas flecha a mão de Loredano, como também mata Bento Simões e Rui Soeiro. Descobertos os corpos destes dois, arma-se uma revolta entre os aventureiros, instigados pelo ex-padre. D. Antônio enfrenta-os altivo e digno, impondo-lhes sua força moral e sua autoridade, mas o clima de rebelião já se havia instalado, e ela só não se efetivou porque os aimorés começaram seu ataque à fortaleza.

Passados dois dias, a situação do solar já era desesperadora, pois a casa estava à mercê dos aimorés, por um lado, e dos aventureiros revoltosos liderados por Loredano, por outro. Paralelamente, Álvaro descobrira-se apaixonado por Isabel, e os dois passam a desfrutar seus sentimentos em meio à impressão de morte iminente.


«   1 - 2 - 3 - 4 - 5 - 6 - 7 - 8 - 9 - 10 - 11 - 12 - 13 - 14 - 15 - 16 - 17 - 18   »