![]() |
|
|||
|
Matérias > História > Índice Cursinho > História do Brasil > Expansão Marítimo Comercial
As reivindicações de D. João II, que conduziam a partilha do Atlântico em Tordesilhas, eram indício indubitável de que em Portugal se admitia, com risonha esperança, a existência de terras no ocidente, entre a Europa e a Ásia. Além disso, a atitude do “Príncipe Perfeito”, em relação a Colombo, as intrigas que acompanharam nas duas cortes peninsulares a controvertida questão das soberanias, o ajuste de Tordesilhas, a viagem de Duarte Pacheco, em 1498, a expedição de reconhecimento do Atlântico Sul capitaneada por Gaspar Corte Real sob a égide do trono luso, bem como o afastamento premeditado de Pedro Álvares Cabral para o oeste são, na realidade, fatos reveladores da íntima ligação entre a aventura ultramarina de D. João II e a descoberta do Brasil. É nesse quadro que devemos inserir a chegada de Pedro Álvares Cabral a Bahia. São elos de um mesmo processo na dura competição pela partilha econômica e política do Atlântico. Organizavam-se no oceano as vias de passagem para as regiões coloniais do Novo Mundo, ligadas às suas congêneres, as vias afro-asiáticas, que o reino já vinha, havia tempo, edificando em bases sólidas. Essa concorrência denunciava o aparecimento histórico do moderno imperialismo, posteriormente caracterizado por um agravamento das tendências das nações capitalistas para a conquista de mercados e matérias-primas coloniais. A disputa entre as potências conduziria a novos empreendimento. A abertura da rota atlântica das especiarias asiáticas oferecia a Portugal enormes possibilidades de expansão. Lisboa ligava-se à Índia sem perda de continuidade do meio de comunicação: o mar. Logo, o incipiente capitalismo lusitano apresentaria, no alvorecer do século XVI, novas exigências, mas também os meios técnicos e materiais para atendê-las. QUADRO RESUMO Tratado de Toledo (1480) - O acordo determinava o traçado de um paralelo ao sul das Canárias, cabendo a Portugal a exploração do ocidente africano. Bula Inter Coetera (1493) - Expedida pelo papa Alexandre VI, atribuindo a Castela o domínio de todas as ilhas e terras firmes, descobertas ou por descobrir, situadas a oeste de uma linha meridiana traçada de pólo a pólo, que passasse 100 léguas a ocidente das ilhas dos Açores e Cabo Verde. Tratado de Tordesilhas (1494) - Estabelecia uma linha de demarcação - o meridiano traçado a 370 léguas a oeste de Cabo Verde - dividindo o Atlântico em duas áreas de hegemonia: o hemisfério oriental seria português; o ocidental, espanhol. Tratado ou Capitulação de Saragoça (1529) - Determinava a entrega das Molucas a Portugal, mediante a indenização de 350.000 ducados |