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Matérias > História > Índice Cursinho > História do Brasil > Expansão Marítimo Comercial

Em 1425, as ilhas de Madeira e Porto Santo eram atingidas por naus portuguesas, dois anos depois, chegava-se aos Açores. Em 1434, Gil Eanes, discípulo de D. Henrique, avistaria o cabo Bojador. No ano seguinte, Baldaia ultrapassaria o cabo, desembarcando na região do rio do Ouro. Dava-se, assim, o primeiro passo para a conquista da Guiné. Em 1443, Nuno Tristão, navegando além do Cabo Branco, descobriu o arquipélago de Arguim. O feito comoveu a nação portuguesa. As ilhas de Arguim, povoadas por mouros e mestiços, eram abundantes em água doce, fator natural que facilitava a instalação de feitorias destinadas ao resgate de escravos e ao tráfico de especiarias. Arguim tornou-se logo o primeiro grande marco da expansão pelo litoral africano: núcleo do comércio com o “Continente Negro” e, ao mesmo tempo, a colônia pioneira da Europa cristã no misterioso “país dos selvagens”.

Em 1460, quando da morte do Infante D. Henrique, o Senegal, o Cabo Verde, Gâmbia, Serra Leoa e o Cabo das Palmas eram territórios amplamente percorridos por negociantes portugueses. A aventura africana já começara a dar os seus primeiro frutos: metais preciosos e braços escravos. Em 1º de setembro de 1481, D. João II subia ao trono português. O novo governo logo traçaria novas diretrizes. Nesse momento, Portugal, a única potência colonial da Europa, conheceria o austero programa de ação política do “Príncipe Perfeito”.  Com D. João II, o Estado passava a monopolizar a expansão ultramarina. O rei tornava-se assim, o grande empresário da aventura colonial. O governo dos domínios africanos e o tráfico comercial passaram, então, a ser atributos da Coroa. O militar, o administrativo e o mercantil formariam uma só realidade.

A partir daí foi dado um maior impulso à presença lusa na costa oeste da África. Diogo de Azambuja fundaria a fortaleza de São Jorge da Mina. Depois, Diogo Cão e Bartolomeu Dias alcançaram respectivamente, localidades situadas além do Congo e do cabo das Tormentas, que após esta expedição receberia o nome de cabo da Boa Esperança. Finalmente, estava aberto o caminho marítimo para a  Índia: em 1497, Vasco da Gama, completando o périplo do “Continente Negro”, atravessaria o Oceano Índico , chegando a Calicute. Com isso, as drogas e especiarias orientais estavam ao alcance direto do mercantilismo português. A Europa ocidental rompia  as cadeias mediterrâneas que até então entravavam o seu desenvolvimento.


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