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Matérias > História > Índice Cursinho > História do Brasil > Expansão Marítimo Comercial

Paralelamente aos já citados, outro fator, este estritamente militar, levaria o pequeno reino ibérico à conquista do porto muçulmano de Ceuta. A navegação do estreito de Gibraltar vivia em sobressaltos. Os navios que faziam a rota de Flandres corriam o risco permanente de serem pilhados pela pirataria mourisca, que tinha por base de operações o logradouro de Ceuta. As embarcações ocidentais eram obrigadas a navegar em comboios fortemente armados, o que elevava de maneira assustadora os fretes marítimos. Por conseguinte, a posse de Ceuta acarretaria o controle político-militar de Gibraltar e a segurança da navegação mercantil entre o Mediterrâneo e o Atlântico.

Também os mercadores portugueses estavam interessados no assalto a Ceuta. Esta rica cidade marroquina era um abundante empório de metais preciosos e de escravos africanos. Além disso, a região norte do “Continente negro”  tornou-se extremamente importante quando as frotas mercantis italianas passaram a buscar o Atlântico. Os percalços das rotas terrestres   transalpinas davam à via marítima veneziana de Flandres um grande vigor econômico. As naus italianas chegavam aos portos napolitanos e sicilianos abarrotadas de vinhos, frutas, azeite, especiarias, lãs e algodão.

Após o desembarque, eram carregadas com  açúcar e outros gêneros, seguindo para os entrepostos de Trípoli, Tânger, Constantina e Ceuta, onde os produtos de origem européia constituíam ótima forma de pagamento para as mercadorias do Sudão, transportadas para o norte da África pelas caravanas dos nômades cameleiros.


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