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Matérias > História > Índice Cursinho > História do Brasil > Expansão Marítimo Comercial
Estado Nacional precocemente centralizado Portugal, graças à Revolução do Mestre de Aviz, foi a primeira nação européia a conhecer a união dos interesses da camada mercantil aos do Trono, sob a inspiração do Mercantilismo. Posição geográfica privilegiada A localização do reino português permitia que as rotas de comércio do mar do Norte, do Báltico e do Mediterrâneo convergissem regularmente para seus portos. A organização da via marítima de Flandres, desviando o eixo mercantil europeu do Reno para o Atlântico, favoreceu Portugal. Por isso, as transações à distância adquiriram tal amplitude, que mercadores portugueses freqüentavam com regularidade os entrepostos da Inglaterra, de Castela, de Marrocos e da própria Flandres . Longa prática de atividades pesqueiras Já nos tempos do pastor Viriato, herói da resistência lusa às hordas romanas, o homem do litoral português vivia fundamentalmente da pesca - o mar era a sua segunda morada. Notável aperfeiçoamento técnico da navegação Contando com o apoio da Coroa e da burguesia comercial, D. Henrique - filho de D. João I, o iniciador da dinastia de Aviz - fundou a Escola de Sagres, reunindo os melhores especialistas e estudiosos de navegação de toda a Europa. A cidade de Ceuta, cuja origem não foi bem determinada, localiza-se à frente do estreito de Gibraltar. Ocupada pelos árabes merímidas, Ceuta era o principal porto na zona ibero—africana e ponto de cruzamento de diversas vias de comércio. Para lá convergiam ouro, seda, especiarias orientais, marfim e escravos. Além disso, a bela cidade era considerada uma das melhores bases para a navegação entre o Mediterrâneo e o Atlântico. Dispondo de um clima agradável, possuindo um solo fertilíssimo para a agricultura, Ceuta, cujo nome significa “cidade bem cercada”, era uma presa das mais atraentes. |