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Matérias > História > Índice Cursinho > História Geral > Mundo Contemporâneo > Século XIX > Era Napoleônica
Napoleão decidiu intervir pessoalmente, transferindo uma boa parte do Grande Exército que operava na Alemanha para a Espanha. Em novembro, os soldados franceses, sob o comando do Imperador, chegam à Península Ibérica. É decretada a abolição das velhas instituições e introduzido o Código. Algumas cidades são tomadas após batalhas sangrentas. Napoleão deixará a Espanha sem ver a guerra terminada. Nos anos que se seguiram, aumenta a presença inglesa na Espanha, o que contribui para a derrota final dos franceses, em 1814. Em 1811, a Europa Napoleônica compreendia a França, os países anexados, que eram as “regiões que estavam sob sua autoridade direta” (Reino da Itália e Províncias Ilíricas), os Estados Vassalos (Confederação do Reno — 36 Estados, Grão-Ducado de Varsóvia e Confederação da Suíça) e, finalmente, as regiões do “sistema familiar” (reinos da Espanha, de Nápoles e da Westfália, e Grão-Ducado de Berg). Os enormes impostos, cujo aumento era provocado pelas guerras contínuas, pesavam seriamente sobre os ombros da burguesia. Os constantes recrutamentos para o exército suscitavam o descontentamento e o protesto dos camponeses e dos operários. Grandes recrutamentos eram realizados também nos Estados Europeus independentes. Soldados de diversas nacionalidades, que combatiam obrigados e sem compreender a língua francesa, formavam uma parte importante do exército. Nessas condições, realizar-se-ão as campanhas posteriores. Como país puramente agrícola, a Rússia vira-se com uma dura crise econômica quando não pôde mais, em razão do Bloqueio Continental, trocar o excesso de sua produção de cereais por produtos manufaturados da Inglaterra. Ante o estrangulamento da economia russa, o Czar Alexandre I resolveu reabrir os portos russos aos ingleses, não dando atenção às ameaças de Napoleão. A Rússia aliou-se à Inglaterra, formando a Coligação Européia, enquanto Napoleão formava um exército de 600.000 homens (de doze nacionalidades diferentes). Em junho de 1812, 410.000 soldados do “Grande Exército” penetravam na Rússia. Estava em jogo a sobrevivência do Império, a derrota seria fatal. Mas Napoleão pensava em liquidar os russos e dar-lhes uma “lição exemplar”, o que, inclusive, amedrontaria os outros povos. |