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Matérias > História > Índice Cursinho > História Geral > Mundo Contemporâneo > Século XIX > Era Napoleônica

Os objetivos do bloqueio eram de restringir, através da interdição dos portos das nações européias e de suas colônias, o mercado consumidor para os produtos manufaturados britânicos, arruinando, dessa forma, a economia inglesa. Assim, afastando seu principal concorrente, a França teria o caminho  aberto para a afirmação de sua indústria. O imperialismo francês passou, a partir do bloqueio, a ser imposto às nações subjugadas de maneira brutal. Uma vez obtida a hegemonia e provocada uma crise econômica na Inglaterra, o que levaria à instabilidade social e política, Napoleão esperava a negociação de uma paz vantajosa com os ingleses.

Os objetivos imperialistas do bloqueio levaram Napoleão a investir militarmente contra as nações que se recusaram a aceitá-lo. Assim invadiu as regiões do mar do Norte, lançou-se contra Portugal, onde a dinastia de Bragança foi deposta, e invadiu a Itália, tomando os Estados Pontifícios e declarando o Papa prisioneiro no Vaticano.

A revolta espanhola, irrompida em 1808, foi o primeiro episódio que marcou o começo do declínio de Napoleão. Em maio desse ano, Napoleão enganara o rei e o príncipe desse país, levando-os a abrir mão dos seus direitos ao trono e a promover seu irmão José, rei de Nápoles, a rei da Espanha.

Contudo, nem bem o novo monarca havia sido coroado, estourou uma revolta popular. O general Murat, novo rei de Nápoles, no lugar de José, foi o encarregado da repressão. O massacre dos patriotas madrilenhos marcou o começo da guerra de independência.

Estimulados e  auxiliados pelos ingleses, os espanhóis sustentaram uma série de guerrilhas que ocasionaram grandes desgastes do lado francês. O inimigo invisível estava em toda a parte, atacando os comboios, interceptando as estradas, massacrando grupos de soldados isolados. Os insurretos organizavam-se em assembléias ou “Juntas”, lideradas pela Junta de Sevilha, a organização central que não reconhecia o novo governo, declarando-se fiel a Fernando VII (o príncipe herdeiro). O levante popular era instigado pelo baixo clero, abalado com a possibilidade de secularização (decretada em 1808) e de um regime anticristão. As Juntas eram dirigidas principalmente pelos nobres e pelo clero.


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