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Matérias > História > Índice Cursinho > História Geral > Mundo Contemporâneo > Século XIX > Era Napoleônica
Inúmeras alterações se processaram no ensino, sobretudo no secundário. Para satisfazer à necessidade de instrução da burguesia e, principalmente, para dar aos futuros oficiais e funcionários uma formação uniforme, Bonaparte substituiu, em 1802, as escolas centrais dos departamentos pelos liceus submissos a uma estrita disciplina militar. Enquanto esses fatos ocorriam no plano interno, no exterior, a luta contra a Segunda Coligação continuava: através da via diplomática, Napoleão conseguira a retirada da participação russa à Coligação e, a seguir, voltou-se contra a Áustria com todas as forças de que dispunha, com grande rapidez. Após rápida campanha, o imperador austríaco foi obrigado a aceitar a Paz de Luneville (1801), que contemplou a de Campo Fórmio e substituiu, na Itália, a influência austríaca pela francesa. A luta continuou a ser sustentada pela Inglaterra, até que sua economia se viu de tal forma abalada que os ingleses concordaram em ceder as possessões apreendidas durante a guerra, na chamada Paz de Amiens (1802). De suas conquistas coloniais, a Inglaterra deveria manter somente o Ceilão e Trinidad, enquanto que a França recuperaria muitas de suas colônias. No tocante ao restabelecimento da religião católica, verificamos a assinatura, com o Papa Pio VII, da Concordata de 1801. Através desta, os bispos passariam a ser nomeados pelo Primeiro Cônsul, mas receberiam a investidura espiritual de Roma. Trata-se portanto, da restauração da união entre o Estado e a Igreja Católica, onde o clero obteria uma pensão do Estado, mas reconheceria a perda dos seus bens, e os sacerdotes prestariam juramento de fidelidade ao chefe do governo francês. Os triunfos de Napoleão consolidam seu poder, que se torna ilimitado. Entretanto, não satisfeito, em 1802, consegue o consentimento do povo para tornar vitalício o seu cargo de Primeiro Cônsul. Só restava agora tornar a sua posição hereditária. |