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Matérias > Geografia > Geografia Geral > Ásia > A República Popular da China

MACAU

“O pequeno enclave português de Macau está situado no estuário do rio Pérola, em frente a Hong Kong. Em 1557, os portugueses o estabeleceram como um elo importante na cadeia de portos comerciais que se estendia da Europa por toda a costa da África e da Índia, até Melaka e Nagasaki no Japão. Portugal pagou o arrendamento até o ano de 1849, quando o declarou território independente. A China aceitou esse fato em 1887, quando Portugal se comprometeu a não “alienar jamais Macau e suas dependências sem o consentimento da China”; em 1951 foi declarado província portuguesa de ultramar.

Durante centenas de anos, Macau representou o ponto de contato principal para as relações comerciais entre a Europa e o vasto império chinês. Com o aparecimento da vizinha colônia britânica de Hong Kong e de Portugal como polêmica colonial, Macau perdeu importância.

Em 1974, logo depois da queda do regime de Antônio de Oliveira Salazar, o governo português voltou a oferecer à China a devolução da colônia. Preocupada em não alarmar Hong Kong ou Taiwan, a China tampouco aceitou. Então, o governo português declarou unilateralmente que Macau era “território chinês, administrado por Portugal.”

Em 1985, como as negociações sino-britânicas sobre o futuro de Hong Kong estavam encaminhadas, a China  chegou a um acordo com Portugal, segundo o qual Macau seria devolvido em 1999, em condições similares as de Hong Kong, em relação à manutenção de certa autonomia.

Para Portugal, Macau era um enclave de pouca utilidade, isolado do governo central a milhares de quilômetros de distância, com uma administração apática.(...)

Em 1988, o governo começou a permitir a entrada de trabalhadores chineses, o que foi considerado pelas organizações sindicais uma manobra para não aumentar os salários.

Macau possui poucos recursos naturais. A China fornecia parte da água consumida e, desde 1984, energia elétrica. No entanto, a partir de de 1989, mais de 90% da eletricidade consumida era produzida no país. A colônia dependia do turismo, de algum intercâmbio comercial com a China e da indústria leve (especialmente de brinquedos e têxteis). Quando a China começou a liberalização econômica e criou uma Zona Econômica Especial do outro lado da fronteira, iniciou-se a construção de um hotel e de um aeroporto.

Em 1991, o novo governador Vasco Rocha Vieira franqueou as funções públicas aos cidadãos chineses, e declarou o chinês, junto com o português, língua oficial. Nas eleições legislativas de setembro de 1992, as organizações pró-China obtiveram a maioria dos assentos.

Em 1993, foi aprovado o esboço final da Lei Básica, que serviria de Constituição para o território a partir de 1999, quando Macau se tornou uma região administrativa especial da China Popular, com governo designado por um colégio eleitoral local e um Conselho Legislativo com mandato até 2001.

Ao menos por esse período, o texto garante a continuidade  da economia de mercado e de cassinos, proíbe a imposição de tarifas chinesas e não inclui a pena de morte nem as condenações à prisão perpétua, vigentes no resto da China.

Em 20 de dezembro de 1999,  Macau  tornou-se uma das Zonas Econômicas Especiais, criadas por Deng Xiaoping nas províncias de Cantão, Shenzhen, Zhuhai e Shatou, onde são permitidos alguns aspectos da economia de mercado.”


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