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Matérias > Geografia > Geografia Geral > Ásia > A República Popular da China

AS ETAPAS DO COMUNISMO CHINÊS

A República Popular da China, buscando implantar o socialismo, passou pelas seguintes fases:

OS PASSOS DO COMUNISMO CHINÊS

PLANEJAMENTO ECONÔMICO CENTRALIZADO (1949 – 1954) - adotando o modelo soviético de “Planos Qüinqüenais”, o governo de Beijing, de início, deu prioridade aos investimentos na indústria pesada, preterindo os bens de consumo e a indústria leve. Além disso, foi levada adiante a reforma agrária, implantando-se a propriedade coletiva do campo. Essa ênfase na industrialização drenou recursos da produção rural, empobrecendo os camponeses sem conseguir um crescimento urbano-industrial significativo

“A POLÍTICA DAS CEM FLORES” - em meados dos anos 50, em razão do fracasso da industrialização, o Partido Comunista Chinês lançou a seguinte palavra de ordem: “que brotem cem flores de pensamento” para definir os rumos do socialismo. Noutros termos, os quadros do Partido deveriam discutir as diversas propostas para a construção da sociedade comunista. Entretanto, quando muitos membros do PCC começaram a questionar a ausência de democracia e apontar os erros do governo, foi lançada uma “campanha antidireitista” para eliminar a oposição

“O GRANDE SALTO PARA FRENTE”(1958) - O PCC formulou um projeto de aceleração da industrialização num país de base camponesa. A idéia era transformar a China numa nação desenvolvida e igualitária num curto período de tempo. Os camponeses foram obrigados a se agrupar em gigantescas comunas agrícolas, sendo instalados pequenos fornos siderúrgicos em todas as regiões do país. Esses, como matéria-prima, usavam todos os utensílios de metal que as famílias possuíam, tais como panelas, talheres e objetos de adorno. A grande conseqüência do “grande salto para frente” foi uma total desorganização da economia chinesa, o que causou a morte, pela fome, de milhares de camponeses

UM PROBLEMA PARA MAO ZEDONG - em 1962, o líder comunista faz uma autocrítica de seus erros na direção da economia, sendo substituído por Liu Shao-chi e Deng Xiaoping na condução dos assuntos internos. Entretanto, Mao mantinha o controle do Exército Popular de Libertação e era o responsável pela política externa

ANOS 60 - a China rompe com a União Soviética. Os motivos dessa cisão foram: conflitos fronteiriços entre os dois países e, fundamentalmente, as críticas feitas pelo governo chinês ao XXº Congresso do Partido Comunista da União Soviética (1956), quando Nikita Krutschev, em seu famoso “Relatório Secreto”, denunciava os crimes cometidos por Stalin. A China alega que a União Soviética renegara o socialismo, incorrendo no “social-revisionismo”. Outro motivo da irritação chinesa foi o fato de que os soviéticos não repassaram os segredos da tecnologia nuclear para o governo de Beijing

“A REVOLUÇÃO CULTURAL” (1966 – 1975) - buscando retomar plenos poderes, Mao Zedong acusa os quadros partidários de “direitismo”, “elitismo burguês” e “vícios burocráticos”. Tornava-se, portanto, necessário uma campanha de implantação de “valores culturais socialistas”. Baseados no então bastante difundido “Livro Vermelho” do Camarada Mao, composto de alguns slogans simplistas de caráter didático, milhões de estudantes, os “Guardas Vermelhos”, saíram às ruas para combater os “desvios burgueses” da sociedade e do Partido. Fábricas e universidades foram fechadas, pois, na opinião em voga, era preciso combater a “ideologia fascista da hierarquia do saber”; nas escolas que permaneceram, foram abolidas provas e exames, “típicos exemplos da competitividade burguesa”; professores foram espancados e intelectuais tiveram de se deslocar para o campo, onde trabalhariam e seriam submetidos à crítica por parte das massas; combateu-se a medicina mais sofisticada, substituída pelos “médicos de pés no chão”, jovens que recebiam um rápido treinamento para ajudar na cura de endemias e outras doenças que afetavam a imensa maioria da população: doenças cardiovasculares são “enfermidades burguesas”; a malária, o impaludismo, a febre amarela são males das camadas populares, era então o slogan em moda na China. Durante o período da “Revolução Cultural” foi terminantemente proibida a entrada dos valores e idéias ocidentais: livros que expunham o pensamento do ocidente foram queimados; a China se fechou para o mundo; seus atores, que viviam personagens individuais, foram colocados no ostracismo: só as massas podem estar representadas nos filmes e nos palcos

A TEORIA DO “CAMPO CONTRA A CIDADE” - coerente com os preceitos da Revolução Cultural e rompida com a União Soviética, a China, no plano da política externa, busca se tornar uma nova “Meca” do comunismo internacional, liderando os países pobres do hemisfério sul contra as nações ricas do norte: uma versão mundial da revolução campesina que tomava poder na China. Em quase todos os países do mundo, os Partidos Comunistas, até então monoliticamente fiéis a Moscou, foram vitimados por cisões internas: proliferaram “alas chinesas” nas agremiações partidárias comunistas. Na Península Balcânica, a Albânia aderia ao “modelo chinês”. Seguindo essa orientação, no Brasil seria fundado o Partido Comunista do Brasil (PC do B), rompendo com o pró-soviético Partido Comunista Brasileiro (PCB)

UMA VITÓRIA - em 1971 o governo comunista substituiu Taiwan como representante da China na Organização das Nações Unidas (ONU)

UMA CURIOSA APROXIMAÇÃO - nos anos 70, os EUA, buscando isolar a União Soviética, estabeleceu contatos com o governo de Beijing e, em 1976, os EUA e a República Popular da China anunciaram a retomada de relações diplomáticas.

A MORTE FAZ DIFERENÇA - em 1975, morria Mao Zedong: eclodia um conflito interno no PCC; de um lado, os radicais (então chefiados pelo “Grupo dos Quatro” de Xangai, destacando-se a viúva de Mao, Jiang Qing); de outro, os “pragmáticos”, que privilegiavam a eficiência econômica e administrativa em detrimento da “pureza ideológica”

“NÃO IMPORTA SE O GATO É CINZA OU PRETO, IMPORTA QUE ELE CACE O RATO” - baseado nesse slogan, a linha pragmática, liderado por Deng Xiaoping, toma o poder, implantando o curioso “socialismo de mercado”, buscando conciliar o dirigismo político comunista com a abertura e liberalização econômicas

A CHINA, HOJE - o país, nesses últimos anos, vem experimentando uma série de profundas reformas: maior liberdade de expressão e crítica; dissolução das comunas populares agrícolas, sendo as terras, ainda sob posse estatal, distribuídas entre as famílias; permissão de produção para o mercado; criação das Zonas Econômicas Especiais (nas proximidades de Hong Kong e Macau), abertas aos investimentos estrangeiros; maior autonomia aos gerentes das fábricas; progressiva retirada dos subsídios estatais aos preços dos bens de consumo, agora regulados pelo mercado e fechamento das empresas deficitárias, o que vem aumentando, de forma alarmante, o desemprego no país

A DEMOCRATIZAÇÃO TEM LIMITES: O MASSACRE DA “PRAÇA CELESTIAL” (1989)

A abertura econômica e a relativa liberalização do regime estimularam a juventude, principalmente a estudantil, a pedir uma plena democratização. Em abril de 1989, milhares de estudantes se reuniram na praça Tiananmen (“Praça da Paz Celestial”), no centro de Beijing. Este agrupamento de jovens estimulou centenas de grupos dissidentes a contestar publicamente o monopólio do poder exercido pelo Partido Comunista. O regime socialista parecia estar vivendo seus estertores finais. Em 4 de junho, após uma longa hesitação e acalorados debates entre as lideranças reformistas e conservadoras, o governo reagiu com violência: tropas e tanques expulsaram os oposicionistas, esmagando milhares de pessoas que então ocupavam a praça agora ironicamente denominada “Paz Celestial”. A ação governamental deixava clara a orientação do PCC: reformas econômicas devem ser feitas, mas o controle político do país tem de permanecer sob absoluto controle do Partido.


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