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Matérias > Geografia > Geografia Geral > Ásia > A República Popular da China
HIDROGRAFIA Os grandes rios chineses são:
CLIMA E PAISAGEM BOTÂNICA
Os fatores que determinam o clima chinês são:
Na região do Tibete, as montanhas de grande altitude barram grandes massas de ar frio, o que implica uma baixa pluviosidade e a presença de uma vegetação típica das estepes. Em Sinkiang, a continentalidade e a barreira formada por relevos elevados determina climas desértico e semidesértico. Quando do verão, o degelo das montanhas forma rios temporários (ueds) e oásis, habitados por tribos nômades. Em toda a área da Mongólia interior, o clima predominante é o desértico frio. Na realidade, 40% do território chinês são marcados pela aridez ou, no melhor dos casos, pela semi-aridez. No nordeste, as planícies existentes são vitimadas por ventos glaciais oriundos da Sibéria, apresentando clima temperado do tipo continental, caracterizado por grandes amplitudes térmicas ao longo do ano, enormes diferenças de temperatura entre o verão e o inverno e chuvas irregulares. O cenário botânico é composto, fundamentalmente, por florestas de coníferas e estepes geladas.
Em todo o país, o clima sofre uma grande influência das massas de ar. Durante o inverno, os ventos polares, provenientes da Sibéria, e a massa continental fria e seca determinam as condições climáticas. Já no verão, diminui a massa polar e a massa continental se desloca para a extremidade norte, fazendo com que o território chinês seja alvo de uma quente e úmida massa oceânica, que se apresenta sob a forma de ventos monçônicos. Em resumo, o sudeste e o sul conhecem altas temperaturas ao longo do ano inteiro, inexistindo períodos efetivamente secos, pois as chuvas aumentam na época das monções, chegando a atingir mais de 2.500mm anuais. Aí, o panorama botânico mostra uma bela paisagem de florestas tropicais. O cultivo do arroz é possibilitado pelas cheias de verão que inundam deltas fluviais, onde se concentra a grande maioria da população chinesa. Climas variados determinam paisagens vegetais diversificadas, como se pode observar no mapa abaixo.
O NORDESTE SECO “Ao norte do Taka Makan (Sink-Yang) fica o lugar mais fundo (-155 metros) e mais quente da China, a depressão de Turfan. Aí, a temperatura já chegou a 75º C , mas Turfan, um local de parada na velha Rota da Seda, que rodeia as montanhas Tian, ao norte, é também um oásis. O calor é repelido pela sombra das parreiras irrigadas por canais subterrâneos que drenam cursos d’água das montanhas. Os canais, alguns deles centenários, permeiam o deserto como uma colméia e são alimentados através de poços de acesso que salpicam as areias. Embora os canais mantenham as vinhas úmidas, elas são fustigadas pelo frio abaixo de zero no inverno e pela areia que o vento sopra durante os três meses da primavera. O vento, chamado de “furacão negro”, costuma “sepultar” as pessoas em suas casas por vários dias. Os recentes programas de reflorestamento criaram cordões de proteção em torno do oásis e reduziram aquele perigo, além de introduzirem árvores numa paisagem que já foi tão desprovida delas, como a vizinha Mongólia – onde, dizem, “é preciso andar 100 quilômetros para se enforcar”. O reflorestamento também transformou o cultivo de uvas numa pequena indústria. Hoje, o oásis produz passas e vinte diferentes vinhos. Outros oásis de Sin Kiang são também altamente produtivos. No mercado da vila de Hami, dois visitantes recentes viram “pães de crosta dourada” e “boxes repletos de cenouras, berinjelas e várias qualidades de feijão, inclusive uma com vagem de mais de 30 centímetros e grãos arredondados”. Havia abóboras em profusão, cebolas, suculentos pimentões verdes, aipo, alface e pepinos, além do perfumado melão Hami, cada um “rotulado pelo produtor com a marca em relevo.” Nações do Mundo – China – Ed. Cidade Cultural, pág. 54 – RJ - 1987 |