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Matérias > Geografia > Geografia Geral > Ásia > A República Popular da China
A ECONOMIA CHINESA: A INDÚSTRIA O desenvolvimento da indústria pesada é facilitado pela abundância de recursos minerais e energéticos existentes no solo chinês. As principais riquezas são:
No nordeste do país e ao longo do curso do rio Huang Ho, o potencial hidrelétrico – bastante grande – ainda permanece parcialmente explorado, apesar das China deter a quinta maior produção de eletricidade do planeta. Antes da revolução socialista, a exploração dos recursos naturais era realizada por empresas estrangeiras, já que o partido político então dominante – o Kuo-Min-Tang – estava a serviço dos interesses neocolonialistas. Na ocasião, as poucas indústrias existentes estavam concentradas junto às jazidas de carvão da Manchúria e nas áreas litorâneas de Tientsin e Xangai, locais de fácil acesso aos navios das potências imperialistas ocidentais. Com o advento do comunismo, o desenvolvimento industrial passou a apresentar novas características: socialização dos meios de produção, planificação centralizada e prioridade das indústrias de base. Contudo, a falta de capitais, a ausência de transportes e o atraso tecnológico da mão-de-obra atrapalharam o crescimento industrial do país. Atualmente, os centros industriais chineses localizam-se nas planícies orientais, apesar dos esforços governamentais no sentido de incentivar a descentralização.
Nos últimos anos, a partir das reformas iniciadas pelo líder “pragmático” Deng Xiaoping, a China vem se abrindo aos capitais internacionais, buscando modernizar e acelerar a industrialização. Como conseqüência, o país passou do vigésimo terceiro PIB mundial (1979) para o nono mundial, em meados da década de 90. Seu comércio, que hoje ocupa a décima posição do planeta, vem permitindo o acúmulo de reservas cambiais da ordem de 100 bilhões de dólares. Com a liberalização econômica, foram criadas, nas áreas litorâneas, mais de 10 Zonas Econômicas Especiais (ZEEs), onde floresce a economia de mercado com a participação de empresas e capitais internacionais. Ao longo dos anos 90, mais de 200 bilhões de dólares foram investidos nessas áreas, revolucionando o sistema produtivo industrial e modernizando o país. Atualmente, a China é considerada, pelos Estados Unidos da América, um país “comercialmente privilegiado”, o que amplia as cotas de importação de produtos chineses para os mercados norte-americanos. Entretanto, há um obstáculo a ser suplantado: esse status de país “economicamente favorecido” tem de ser anualmente renovado pelo Congresso dos Estados Unidos da América, que impõe, à China, uma série de condições para essa renovação. Além disso, o fato do governo de Beijing não aceitar as leis internacionais que regulam os direitos autorais e as patentes industriais tem impedido a sua aceitação como membro da Organização Mundial do Comércio (OMC). Os governos ocidentais acusam – com toda razão – a China de praticar “dumping social”, pois ela indiretamente subsidia seus produtos por meio da utilização de mão-de-obra extremamente barata, além da prática de exploração do trabalho escravo de prisioneiros. Apesar de uma média de crescimento anual de 10%, a economia da República Popular da China apresenta sérios problemas:
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