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Matérias > Geografia > Geografia Geral > Ásia > A República Popular da China
A ECONOMIA CHINESA: A AGROPECUÁRIA
A economia chinesa – extremamente diversificada e com grandes contrastes de desenvolvimento regional e setorial – é fundamentalmente calcada na agropecuária, que ocupa 60% da população ativa e contribui com 25% do Produto Interno Bruto (PIB). Durante o apogeu do modelo “socialista”, a unidade produtora básica eram as “comunas populares”, enormes fazendas coletivas que abrigavam uma média de 20 mil famílias e que, além de suas atividades econômicas agrárias, desempenhavam também funções industrial, política, administrativa, educacional, militar e social. Em 1979, quando da adoção do “socialismo de mercado”, as comunas populares têm sido desmanteladas e a ênfase, agora, é dada para o sistema de cooperativas, cujos produtos são destinados ao mercado. Nos últimos anos, as técnicas agrícolas têm sido modernizadas. Nas regiões áridas, estão sendo levados a efeito enormes projetos de irrigação e recuperação dos solos pobres de material orgânico e, por conseqüência, não agricultáveis. Isso ocorre fundamentalmente na Mongólia e em Sin-Kyang, onde, atualmente, vem se difundindo o cultivo irrigado de trigo e algodão. Surpreendentemente, a China ocupa hoje o primeiro lugar mundial de terrenos irrigados, cerca de 55 milhões de hectares.
Na Manchúria e na bacia fluvial Huang Ho, na extremidade setentrional das planícies orientais, as boas condições climáticas e a presença de solo fértil aluvial (“loess”) possibilitam o cultivo de beterraba, soja, trigo, algodão e sorgo. Nas áreas meridionais, graças ao clima mais quente, proliferam produtos tropicais, tais como a cana-de-açúcar, tabaco, frutas, chá, milho, arroz de inundação e amoreira (bicho-da-seda). O arroz é o produto que ocupa as maiores regiões do espaço agrícola chinês, sendo produzido em vales fluviais, que, ao longo do verão, apresentam altos índices de umidade. A pecuária chinesa também vem progredindo, destacando-se os rebanhos de suínos (425 milhões de cabeças, o primeiro do mundo), ovinos (123 milhões de cabeças, o segundo do mundo) e o de bovinos (100 milhões de cabeças, o quarto do mundo). Além disso, grande é a produção de galináceos (a primeira do mundo), destacando-se, também, a criação de patos (65% da produção mundial). Apesar do volume da produção agropecuária chinesa, por longo tempo, ainda não será suficiente para atender à demanda interna. De fato, há, no país, 1 bilhão e 300 milhões de bocas ávidas de alimentos.
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