![]() |
|
|||
|
Matérias > Geografia > Geografia Geral > Ásia > A República Popular da China
A POPULAÇÃO CHINESA
Com 1 bilhão e 300 milhões de habitantes, a China é o país mais povoado do mundo. Sua população, contudo, é etnicamente homogênea: 91% são descendentes do grupo Han. O restante compreende mais de 50 etnias minoritárias, destacando-se tibetanos, manchus, mongóis e coreanos. Visando controlar essa explosão demográfica, o governo de Beijing tem levado a efeito, ao longo dos últimos anos, uma política de controle populacional, com relativo êxito. A população chinesa que está desigualmente distribuída pelo território, apresenta uma densidade demográfica média de 130 hab/km² – a maior dentre os países de grande extensão geográfica - mas apresentando vazios demográficos enormes, notadamente nas regiões montanhosas de ocupação nômade, como, por exemplo, no Tibete e nas áreas desérticas da Mongólia Interior e de Sin-Kyang. No leste do país, as bacias fluviais – zonas propícias à agropecuária - a China conhece densidades demográficas acima de 2.000 hab/km² Nas colinas da extremidade meridional do país e nas planícies orientais – um quinto do território chinês - habitam 80% da população. Tentando superar os problemas acarretados pela formação desses quistos demográficos, o governo comunista tem subsidiado as migrações para as áreas despovoadas de Sin-Kyang e da Mongólia Interior, onde se praticam a mineração e a agricultura irrigada. Graças à política de controle demográfico do governo de Beijing, o crescimento vegetativo chinês tem sido de 1% ao ano. Contudo, esse êxito é relativo pois, em função dos grandes contingentes populacionais, 1% significa um acréscimo anual de 13 milhões de pessoas. Essa é a razão pela qual, na população chinesa, há absoluta predominância de jovens (58% de pessoas abaixo de 25 anos), o que propicia uma fácil reciclagem da mão-de-obra ativa. Por outro lado, uma população de jovens implica a necessidade de constante criação de empregos e de altos investimentos sociais nas áreas da saúde e educação.
Em 1979, o governo chinês conseguiu acelerar a queda da taxa de natalidade graças a uma legislação que determinava que cada casal só poderia ter um filho. Essa medida, se teve um aspecto positivo, aumentou, de maneira significativa, o número de abortos de fetos do sexo feminino. Em conseqüência, a proporção de nascimentos masculinos (116 homens para cada 100 mulheres) tornou-se muito maior que a média mundial (105 homens para cada 100 mulheres). Em 1994, a China foi alvo de protestos mundiais quando adotou uma política de caráter eugênico (eugenia: purificação racial). De fato, na ocasião entrou em vigor a Lei dos Cuidados Médicos à Maternidade e Infância, pela qual pessoas portadoras de doenças contagiosas e mentais são estimuladas à adiar o matrimônio. Além disso, proibiu-se o exame para verificação do sexo dos fetos e mães grávidas de crianças portadora de doenças hereditárias são aconselhadas a abortar. A China tem 70% de sua população vivendo nas áreas rurais e em pequenas aldeias. Sua urbanização, portanto, é pequena: somente 20 cidades possuem mais de 1 milhão de habitantes.
Hoje em dia, o governo chinês tem interesse de limitar as concentrações urbanas, por meio da edificação de pequenas e médias cidades e do controle do crescimento das grandes. Rigorosas restrições têm sido impostas aos deslocamentos humanos entre as áreas urbanas e tem sido praticada uma política de incentivo à transferência de populações citadinas para as áreas rurais, principalmente para as frentes de trabalho pioneiras situadas no Tibete, Manchúria e Sin-Kyang. |