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Matérias > Geografia > Geografia Geral > Ásia > A República Popular da China
OS ATUAIS OBJETIVOS GEOPOLÍTICOS DA REPÚBLICA POPULAR DA CHINA O governo de Beijing tem evidentes e bem definidos interesses geopolíticos. Em primeiro lugar, a recuperação de Taiwan, denominada pelos comunistas de “província rebelde”. Em hipótese alguma, a República Popular da China aceitaria uma declaração formal de independência de Formosa, que se auto-intitula de República da China. Sem dúvida, qualquer atitude nesse sentido, por parte do governo de Taipé, provocaria uma violenta ação militar chinesa. Após a reintegração de Hong Kong e Macau, Beijing vem propondo para Taiwan a mesma fórmula adotada naqueles dois territórios: “uma nação e dois sistemas”. Com a intenção de provocar agressivamente Taiwan, a China ocupou o arquipélago Dongsha (“Pratas”), situado nas proximidades de Formosa, além de ambicionar a ilha de Penghú (“Pescadores”), também desejada pelo governo de Taipé. O segundo objetivo chinês é a expansão para o Mar da China Meridional, onde reivindica soberania sobre uma área de mais de 800 mil quilômetros quadrados. Essa região é também disputada pelo Vietnã e por Taiwan, desejosos, assim como a China, do total controle dela – e pela Malásia, Brunei e Filipinas, que ambicionam uma parte dela. Nessa região, os conflitos vêm ocorrendo no arquipélago Spratly, localizado no mar territorial filipino, e também no arquipélago de Natuna, onde existem ricos campos de petróleo e gás natural, atualmente explorados pela Indonésia. O arquipélago de Spratly é formado por quase 500 ilhas e recifes coralíneos, abrangendo uma área de 700 quilômetros de comprimento e 300 de largura. 24 dessas ilhas foram ocupadas pela República Democrática do Vietnã; 7, pela China; 6, pelas Filipinas; 3, pela Malásia e 2 tomadas por Taiwan. Em 1995, as pendências na região foram agravadas pela ocupação chinesa de uma ilha até então de domínio filipino, Mischief.
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